Consulado italiano propõe parceria com a UFMT Araguaia

Língua e cultura


Agência Focaia
Redação
Vasco Aguiar

   Foto: Reprodução
Para debater proposta do consulado italiano participaram de reunião com o diretor de educação da entidade, Augusto Bellon (segundo da esquerda para a direita), representante da Secri, Queli Lisiane Pereira,  a professora de italiano Daniela Corti e Eloisa de Oliveira, técnica administrativa do Campus Araguaia.

O Diretor do Departamento de Educação do Consulado Geral da Itália, Augusto Bellon, visitou na última quinta-feira (12), a Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Araguaia. O seu objetivo foi o de propor à UFMT/CUA convênio com o consulado para que seja possível a implantação de um departamento de língua italiana no campus.

De acordo com Bellon, o consulado italiano no Brasil tem a tarefa de divulgar a língua e cultura daquele país e facilitar intercâmbios entre estudantes. Como avalia, a expectativa é que com o convênio "este departamento possa ser implantado no decorrer do tempo, e que proporcione aos estudantes brasileiros uma janela de conhecimento com outra cultura”. Ele diz que “o consulado se dispõe a investir na capacitação dos professores que tenham interesse em se formar em língua italiana”.

Em relação aos prazos para que a proposta seja analisada pela instituição, o diretor acredita que depende dos envolvidos no processo. “Por parte da universidade existe uma tramitação burocrática mais longa, mas se existir um desejo comum de trabalhar e fazer as coisas acontecerem, acreditamos que possa dar certo”, avalia.

Segundo Bellon, o italiano atualmente é a quarta língua mais estudada no mundo, e para o consulado é importante difundir seu estudo, especialmente no Brasil. “Temos uma irmandade com o povo brasileiro, contribuímos para o crescimento deste país quando imigramos para cá. Existe uma ligação entre nossos países e podemos construir muitas coisas juntos”, conclui.

A representante da Secretária de Relações Internacionais da UFMT no Campus Araguaia, Queli Lisiane Pereira, presente na reunião com o diretor do consulado, afirma que a Secri tem total interesse no convênio proposto por Bellon. 

“No entanto, estamos aguardando o envio formal do projeto pelo consulado. A partir disto, devemos enviar esta proposta para a análise junto ao corpo docente de linguística da universidade”, pontua Lisiane.

Cinema

Agência Focaia
Redação
Adailson Pereira

     Foto: Adailson Pereira
    Do lado esquerdo para o direito os professores, Diego Baraldi, representando o Cineclube Coxiponés da UMFT/Cuiabá, Gilson Costa da UFMT/CUA e Magno Silvestri do curso de Geografia


O Cineclube Roncador da Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Araguaia (UFMT/CUA) promoveu na tarde desta quarta-feira (11), a exibição de curtas-metragens que foram premiados na 16° Mostra de Audiovisual Universitário da América Latina (MAUAL), realizado ano passado em Cuiabá.

A exibição de filmes foi no auditório 224, da UFMT em Barra do Garças, às 14h. O público presente era de aproximadamente 35 pessoas. Além da mostra, o cineclube promoveu a mesa redonda com os professores e especialistas em cinema, Diego Baraldi, representante do Cineclube Coxiponés da UFMT/Cuiabá, Gilson Costa, do curso de Jornalismo da UFMT/CUA e Magno Silvestri, um dos precursores do Cineclube Roncador.

Os professores debateram o processo de produção de filmes e os curtas exibidos na mostra audiovisual do MAUAL. Segundo o professor Gilson Costa, a mesa redonda  procurou oferecer um panorama geral dos filmes produzidos por estudantes da América Latina. “Tratam-se de produções que buscam caminhos alternativos em relação às grandes produções cinematográficas, realizados com poucos recursos e muitas vezes sem apoio governamental”, enfatizando a importância do debate para a comunidade acadêmica.

Os filmes exibidos foram: O preço da verdade (Wallace Magalhães), Leonina (Rodolfo Luiz), Meu Rio Vermelho (Rafael Irineu), Bala perdida (Luiz Marchetti), A flor da fruta (Muxfeldt Júnior) e Filhos da lua na terra do sol (Daniele Bertolini).


Fonte: Cineclube Roncador

Esportes


Agência Focaia
Redação
Vasco Aguiar

                              Fotos: arquivo pessoal dos atletas
Os estudantes André Souza e Matheus Silva treinam 
para o Pan-Americano Universitário, que ocorre este mês 
na cidade de São Paulo.


Acadêmicos da Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Universitário do Araguaia, Matheus Silva e André Souza foram convocados para representar o Brasil, na modalidade atletismo, durante a primeira edição do Pan-Americano Universitário, organizado pela Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU). A competição tem como sede a cidade São Paulo, e ocorre entre os dias 19 e 29 de julho.

Os jogos vão reunir atletas de 32 países em 13 modalidades esportivas, sendo três delas paralímpicas.

O estudante Matheus Silva, que cursa Matemática, está empolgado com a participação no evento esportivo. “Vamos fazer parte de uma competição muito importante, com representantes de todo o continente americano. Nós representaremos não apenas o país, mas a região do Araguaia e também a universidade”.

Já André Souza, que estuda Educação Física acredita que os treinamentos vão fazer a diferença durante a disputa. “Estamos nos preparando para competir com atletas de alto nível, e nossa expectativa é voltar para nossa cidade com medalhas”.

Os acadêmicos já são reconhecidos pelas conquistas. Silva foi medalhista de ouro nas provas de 800 e 1.500 metros nos Jogos Universitários Mato-grossenses (JUM’s) de 2017. André foi medalhista de ouro nas provas de 5.000 e 10.000 metros na mesma competição, além de ter representado o Brasil no World University Cross Country Championship, em Saint Gallen, na Suíça (foto ao lado).

Interesse pelo atletismo e rotina de treinamento

Matheus Silva conta que o interesse pelo atletismo surgiu cedo, “comecei a correr com nove anos, nessa época participava de um projeto social esportivo, e através dele tive a oportunidade de competir em diversas cidades”.

Para Silva conciliar os estudos com os treinos não é fácil. Segundo ele, manter uma rotina de treinamento e de estudos exige “muita dedicação e planejamento de horários para que nenhum dos lados sejam prejudicados”.

Diferente de Silva, André Souza começou a correr um pouco mais tarde, aos 19 anos, em 2013. “Meu interesse surgiu enquanto ainda morava na minha cidade natal, Juína (MT), quando participava de corridas de rua. Desde então não parei mais”, conta o estudante.

Souza explica qual a sua rotina. “Sempre treino de madrugada e logo depois já sigo para as aulas. Dá para conciliar estudos com os treinos, fica cansativo, mas a gente consegue dar conta e manter um treinamento de alto rendimento”.

Apoio da universidade

A ida dos estudantes para a competição, conforme afirma Silva (foto ao lado) conta com apoio da Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Vivência (Procev) da UFMT. “A universidade sempre tem apoiado financeiramente as viagens de alunos que participam de competições de nível universitário, e essa viagem para São Paulo está tendo o apoio financeiro da instituição”.


A competição

A competição organizada pela CBDU, com apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro e a chancela da Federação Internacional de Desporto Universitário, reúne 32 países em 13 modalidades esportivas, sendo três delas paralímpicas.

Atletismo, para-atletismo, basquete, futebol, futsal, vôlei, natação, natação paralímpica, taekwondo, tênis, tênis de mesa, e tênis de mesa paralímpico estarão no programa da primeira edição.

Projeto da UFMT Araguaia oferece minicursos e oficinas para a comunidade

Extensão universitária
 


Agência Focaia

    Divulgação

O projeto de extensão “Teia: Rede colaborativa de compartilhamento de saberes na universidade”, promovido pelo Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus de Barra do Garças, irá realizar gratuitamente uma série de minicursos e oficinas abertas aos estudantes da Universidade e a todos os moradores da região do Médio Araguaia.

As atividades serão ministradas por alunos e ex-alunos do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) e acontecerão até novembro de 2018. Estão previstos nove minicursos e oficinas com carga horária de 4 a 12 horas e emissão de certificados. Alguns serão realizados durante a semana, no período da manhã ou da tarde, e outros aos sábados para atender aos interessados que trabalham.

A maioria dos responsáveis pelas oficinas e minicursos participa ou já participou de atividades formativas na UFMT. De acordo com o coordenador do projeto, professor Gesner Duarte, eles possuem um conhecimento aprofundado dos temas: “Por conta dos estudos que realizaram ao longo da sua vida acadêmica na Universidade, em projetos de pesquisa, extensão e monitoria, podemos dizer que esses estudantes são verdadeiros especialistas nos assuntos que vão abordar”.

Ainda segundo o coordenador, ao trabalhar com atividades educativas nas quais os próprios estudantes da UFMT são os principais agentes, o projeto cria um movimento circular de ensino-aprendizagem, de troca de conhecimentos: “O aluno que em um momento assume o papel de professor em uma oficina, aperfeiçoando e amadurecendo seus conhecimentos por meio do exercício da pesquisa e da prática docente, em outra ocasião poderá estar na posição de aprendiz de outros conteúdos ministrados por seus colegas ou ex-colegas, enriquecendo seu repertório.”

Outro objetivo do projeto é promover o compartilhamento dos saberes adquiridos por esses estudantes ao longo da sua trajetória de formação intelectual, profissional e humanística e, ao mesmo tempo, aproximar a instituição da comunidade na qual ela está inserida, trazendo os moradores da região para dentro da Universidade.

Os conteúdos das oficinas e minicursos foram pensados para atender aos interesses tanto da comunidade interna, ou seja, os estudantes da UFMT, quanto da comunidade externa, a população da região, em geral, independente da sua área de formação ou atuação profissional. A ideia é oferecer oportunidades para que os participantes possam ampliar seus conhecimentos técnicos, sociais e culturais. 

Na avaliação do professor Gesner, “Dessa forma, cumpre-se o principal objetivo do projeto, que é colocar a Universidade no centro de uma teia, de uma rede de disseminação e compartilhamento de saberes que envolva alunos, ex-alunos, professores e a comunidade.”

O primeiro minicurso, “Vadias, Putas e Feministas”, acontecerá na próxima quinta-feira, dia 12 de julho, das 14h às 18h e vai discutir a desigualdade de gênero no Brasil e no mundo, debater os processos de luta dos movimentos feministas por igualdade de gênero e as principais bandeiras e reivindicações das maiores marchas que acontecem no País.

As inscrições para cada atividade serão feitas por meio de formulário eletrônico e divulgadas na página do projeto no Facebook (https://www.facebook.com/projetoteiaufmt/ ). Outras informações também podem ser obtidas pelo e-mail projetoteiaufmt@gmail.com
  
Confira a relação dos minicursos e oficinas de extensão previstos para este ano de 2018:

Minicurso “Vadias, Putas e Feministas: As mulheres que marcham de corpo e alma” (Carga horária: 4h. Número de vagas: 30) - Ministrante: Joice Luana Gonçalves
Minicurso “Literaturas africanas dos países de língua portuguesa” (Carga horária: 8h. Número de vagas: 30)- Ministrante: Mirella da Silva Luz Couto
Minicurso “Redes sociais, fake news e crimes contra a honra: calúnia, injúria e difamação” (Carga horária: 8h. Número de vagas 30) - Ministrante: Tiago Alves de Oliveira
Oficina “As potencialidades do Jornal Mural” (Carga horária: 12h. Número de vagas: 20) - Ministrante: Rafael Vasconcelos de Aguiar e Adailson Pereira
Minicurso: “O fanzine como veículo alternativo e democrático de comunicação” (Carga horária: 12h. Número de vagas: 20). Ministrante: prof. Gesner Duarte
Minicurso “Moda e estilo como expressões de identidade social e cultural” (Carga horária: 4h. Número de vagas: 30) - Ministrante: Gabriel Green Fusari
Minicurso “Estratégias de gestão e comunicação em mídias sociais” (Carga horária: 8h. Número de vagas: 30) - Ministrante: Jhonatas Luis 
Oficina “Produção de stand ups e boletins em vídeo” (Carga horária: 12h. Número de vagas: 12) - ministrantes: Adailson Pereira e Joice Luana Gonçalves
Oficina “Illustrator para criação de produtos visuais: folder, flyer e cartaz” (Carga horária: 12h. Número de vagas: 20) - Ministrante: Luana Oliveira 

Pós-graduação

Agência Focaia
Redação
Adailson Pereira

                              Fotos: Adellane Araújo
Mestrandos fazendo experimentos com tubos de chamas dançantes


Barra do Garças, cidade mato-grossense é conhecida como polo educacional. A Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Araguaia (UFMT/CUA) que reside no município conta com quatro cursos de pós-graduação. O Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física (MNPEF) é um deles e, começou a ser ofertado na UFMT/CUA, em setembro de 2013. O curso foi criado pela Sociedade Brasileira de Física (SBF) em convênio com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

O mestrado em Ensino de Física está vinculado ao Instituto de Ciências Exatas e da Terra (ICET). Segundo o coordenador do MNPEF, Adellane Araújo Sousa, o objetivo do mestrado é o desenvolvimento de produtos educacionais no ensino de Física e suas aplicações em sala de aula. Sousa ainda relata que os mestrandos trabalham com quatro linhas de pesquisas. Física no ensino fundamental, Física no ensino médio, Processos de ensino aprendizagem e tecnologias de informação e Comunicação no ensino de Física.

O curso de pós-graduação da UFMT/CUA, no período de cinco anos, 13 mestres obtiveram a titularidade. O coordenador ressalta que às vezes as vagas disponíveis anualmente não são preenchidas. Outra questão, como informa Sousa é o atraso na defesa de dissertações e a falta de bolsas para todos os mestrandos, “alguns alunos moram muito longe e como não existem bolsas para todos, acabam desistindo”, analisa.


De acordo com Sousa, o mestrado conta com 11 projetos em desenvolvimento, que consiste no desenvolvimento com produtos educacionais, experimentos, sequências didáticas, simulações computacionais, entre outros.  Como na foto ao lado o laboratório, com a reprodução da Evolução Estelar. 

 Sobre publicações de professores e estudantes em revistas específicas, o coordenador revela que há alguns trabalhos publicados. “Existe uma publicação especial do mestrado profissional chamada de ‘Revista do Professor de Física’ sediada em um portal da Universidade de Brasília (UnB)”, cita.

O ingresso

O concurso para ingresso no programa é anual e no total, são disponibilizadas dez vagas e o edital abre para novos candidatos sempre no segundo semestre, no site da UFMT. Sousa relata que para concorrer à vaga no mestrado, o candidato tem que comprovar que ministra aulas em Ciências no ensino fundamental ou Física no ensino médio, na rede pública ou particular.

Uma das grandes preocupações daqueles procuram a pós-graduação é a ajuda de agências de fomento à pesquisa. Sobre bolsas de estudos, no valor é de R$ 1.500, como observa o coordenador, apenas seis mestrandos foram contemplados, no curso de Física da UFMT/CUA dividida em duas turmas. Porém, Sousa reforça que ao longo de cinco anos, 19 bolsas foram concedidas aos mestrandos. “A cada ano existe uma demanda de 10 bolsas e nem sempre este número é concedido por restrições orçamentárias da CAPES”, afirma. 

Adellane Sousa analisa que os mestrandos são oriundos dos estados de Goiás e Mato Grosso, “são cidades com distâncias entre 200 a 900 km de Barra do Garças”. 

Sousa finaliza dizendo que o MNPEF tem nota 4, referente a avaliação trienal (2013/2016) do sistema de avaliação de mestrados no país pela CAPES . “A nota do mestrado nacional, em rede, é devido principalmente à relevância para a educação dos alunos no país”, conclui o coordenador.

Acadêmico 


Agência Focaia
Redação
Barbara Argôlo
                                          Fotos: Arquivo pessoal Luiz Guilherme Carvalho
Acadêmicos do curso de direito levam informações a alunos do IFMT sobre o papel social das universidades, na formação do desenvolvimento humano

Através do projeto “Saber Direito: Ações cidadãs em Barra do Garças”, acadêmicos do curso de direito da Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Universitário do Araguaia, promoveram no último sábado (30) um encontro com alunos do Instituto Federal de Mato Grosso, Campus Barra do Garças (MT) objetivando prestar informação jurídica e social. Um dos temas abordados, foram as questões orçamentárias das universidades públicas brasileiras.

O projeto jurídico foi fundado em 2016, coordenado pela Professora do curso de Direito da UFMT/CUA, Larissa Lauda Burmann, com auxílio de dois estudantes bolsistas. Compõe o grupo de atividades cerca de 20 acadêmicos, participando das atividades jurídicas voltadas para a sociedade. Como destaca Luiz Guilherme Carvalho, membro do projeto e acadêmico do curso de direito da universidade, o objetivo é ampliar o conhecimento jurídico e experiência prática dos estudantes, além de prestar serviço social à comunidade através de palestras e de assistência jurídica gratuita.

Durante a visita ao Instituto Federal de Mato Grosso, fora debatido a Lei 12.711, denominada “Lei de Cotas”, que segundo Carvalho é uma importante ferramenta de democratização do acesso ao ensino superior, conscientizando os alunos acerca de direitos e deveres do cotista em universidades públicas. 

Na pauta do debate esclarecimentos sobre o PNAES (Programa Nacional de Assistência Estudantil), que tem como finalidade ampliar as condições de permanência dos jovens na educação superior pública federal, regulamentado pelo Decreto Lei 7.234. A discussão se estendeu para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que é responsável pela avaliação dos estudantes que ingressam no ensino de graduação no país, além do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e Programa Universidade para todos (ProUni).

Estavam presentes não só alunos, mas professores e técnicos [do Instituto], que aproveitaram a oportunidade para questionar sobre a greve dos estudantes da UFMT. 
Na avaliação de Luiz Guilherme, a visita foi produtiva.  O IFMT, segundo ele, manifestou interesse em mais palestras jurídicas, tendo como tema as universidades e políticas públicas de assistência estudantil.