Paralisação na universidade


Agência Focaia
Adailson Pereira


Em assembleia geral realizada nesta quarta-feira (21), os professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) aderiram à orientação nacional de várias categorias de trabalhadores e decidiram paralisar as atividades nos dias 22 e 29/09 (foto abaixo). A mobilização nas universidades é contra medidas tomadas pelo governo em diversas áreas, entre elas, saúde e educação. 

Foto - Adailson Pereira

Mesa formada por professores da UFMT, Técnico administrativo e presidente do DCE Campus Araguaia, para discussão sobre as condições políticas nas universidades brasileiras
 
De acordo com nota publica pelo site da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso, Seção Sindical (Adufmat-SSind), o movimento de construção da greve geral consiste no diálogo entre diversas categorias de trabalhadores, dos setores público e privado, com o objetivo de programar datas pontuais de paralisação conjunta. A ideia, segundo a publicação (nota da Adufmat) é pressionar o governo, sinalizando o descontentamento com as políticas de ajuste fiscal, que retiram direitos dos trabalhadores.

Além dos projetos de Lei (PLP) 257/16 e (PEC) 241/16 que determinam, respectivamente, a redução e o congelamento por até 20 anos dos recursos destinados aos serviços públicos, comprometendo investimentos, concursos públicos e a qualidade dos trabalhos prestados à população. 

A preocupação da categoria é com o corte de 45% na educação prevista para 2017. Conforme destaca o presidente da Adufmat-SSind, Reginaldo Araújo, “Isso pode representar, por exemplo, a condenação do campus da UFMT em Várzea Grande”.

Na UFMT, Campus Araguaia, a categoria esteve reunida na noite desta quinta-feira(22) para discutir o posicionamento dos professores e servidores técnicos administrativos no sentido de debater a situação política que tem reflexos na educação. O movimento ocorre em outras instituições nacionais. 

Na próxima quinta-feira (29) haverá nova reunião para a retomada da discussão. As lideranças esperam definir novos rumos para o movimento. Segundo Daniel Guimarães, sindicalista da Adufmat-Araguaia, "não está descartada a previsão de uma greve geral nas universidades federais, caso aconteça, a probabilidade é que dure alguns dias".

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