Cerca de cinquenta manifestantes percorreram os corredores do Plaza Shopping neste sábado. Com medo de possíveis atos de violência, lojistas fecharam as portas

Poucos frequentadores permaneceram no Plaza Shopping Niterói no início da noite deste sábado após a concentração do grupo do “rolezinho” para entrar no local. O centro comercial foi o ponto de encontro do movimento, que tem levado massas de jovens a shoppings desde o ano passado. Apesar da presença de poucos manifestantes que defendiam a causa, cerca de 50 pessoas andaram pelos corredores do shopping. Com medo do tumulto, os lojistas decidiram fechar as portas.
Ainda cedo, por volta de 17h30, policiais militares se posicionaram na entrada principal do shopping e bombeiros faziam a ronda na parte interna do local. Apesar da apreensão dos consumidores e dos mais de 800 participantes confirmados na rede social onde o evento foi promovido, a movimentação de pessoas era comum de um fim de semana, incluindo famílias e crianças.
Gerente de uma loja do centro comercial, Simone Faria testemunhou o nervosismo de muitas dessas pessoas, antes mesmo do “rolezinho” ter início.
“Por volta de 15h o pessoal já estava começando a ficar apavorado e se apressavam para terminar o que veio fazer, dizendo que o motivo era o “rolezinho” que iria acontecer mais tarde”, contou Simone, que assistia ao discurso promovido pelo grupo em frente ao shopping, antes de entrarem no local.

Liderança – Os manifestantes começaram a se juntar por volta das 19h e muitos discursaram em frente à entrada principal do Plaza. Um homem que se identificou como Pedro Ciclista que iniciou a onda de discursos em frente ao shopping.
O encontro de sábado no Plaza Shopping foi guiado por um discurso centrado nas questões da segregação e de valores. Vociferando canções com frases como “Não vai ter Copa” e “Eu quero ver o meu direito de ir e vir”, o grupo parava em um determinado ponto de cada andar para discursar. Chegando em frente a uma cafeteria, próxima ao cinema, o grupo forçou entrada, que foi veementemente barrada por seguranças do shopping. Houve um princípio de confusão e as pessoas se assustaram, mas logo os manifestantes se acalmaram.
As poucas lojas que permaneceram abertas foram alvo de provocações. Os manifestantes gritavam “vai fechar” repetidas vezes, e então os portões da loja começavam a descer.
“Se um segurança comete racismo não vai ser preso. O rolezinho pode parecer simples modinha, mas se fosse playboy, de olho azul, essas lojas não estariam fechadas”, disse um dos manifestantes
Ao final do “rolezinho”, cada integrante do grupo discursou por alguns minutos. Uma das jovens se indignou: “Essas lojas estão fechadas não porque estamos em grupo organizado. Essas lojas sempre estiveram fechadas para nós”.

Aglomeração – Frequentadores desavisados se assustaram com a aglomeração, especialmente na área da praça de alimentação e do cinema. Com a dispersão do grupo, as lojas abriram novamente, mas o local havia esvaziado significativamente. 

O FLUMINENSE

Leia a análise da notícia por Nilson Lage 

O relato objetivo comprova a natureza nada espontânea do movimento que pretende(até agora sem êxito) envolver grande número de adolescentes, com apoio entusiasmado da mídia nacional. A referência à Copa do Mundo e o discurso antirracista são versões oportunistas de palavras de ordem comuns nesses casos. Qualquer reação à provocação continuada desses agentes será transformada em escândalo por uma estrutura de agitação-e-propaganda notavelmente similar àquela que vi atuando nos último meses do governo João Goulart.

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