Luisa Massarani, Martin W. Bauer, Luís Amorim


Resumo



Este artigo tem como ponto de partida o pressuposto de que os jornalistas de ciência são atores-chave no processo de consolidação da cultura de ciência no país. Isto é particularmente pertinente no contexto de um país em desenvolvimento, no qual os meios de comunicação de massa são umas das principais fontes de informação sobre ciência e tecnologia. No Brasil, um movimento importante do jornalismo científico ocorreu na década de 1970, quando foi criada a Associação Brasileira de Jornalismo Científico, intensificando-se nos anos 1980. Neste artigo, apresentaremos os resultados de um estudo exploratório, realizado com o uso de um formulário de pesquisa online, em que buscamos entender quem são os profissionais de mídia que cobrem atualmente os temas ciência e tecnologia no Brasil, bem como quais são suas condições e práticas de trabalho. Este estudo inclui 71 jornalistas e é parte de uma pesquisa mundial sobre o jornalismo científico. De acordo com nossos resultados, o jornalista científico brasileiro modal seria uma mulher, com menos de 40 anos, que trabalha na área por menos de dez anos e escreve principalmente para a imprensa escrita e para a Internet. Um número importante de participantes da enquete trabalha em tempo integral e está satisfeito com sua profissão. Ao contrário da hipótese que estimulou nossa pesquisa – de que o jornalismo científico estaria em crise – nosso estudo mostra que, ao menos entre aqueles que responderam nossa pesquisa, há um sentimento de otimismo nesta carreira no Brasil. Este resultado confirma outras observações na área da divulgação científica e nos leva à questão: há uma nova ‘onda’ de jornalismo científico no Brasil? 

Texto Completo: PDF 

Universidade Metodista de São Paulo - Comunicação & Sociedade - ISSN 2175-7755.

0 comentários:

Postar um comentário

Comente esta postagem.