A web abissal e o ativismo digital


Por Sergio da Motta e Albuquerque em 15/10/2013 na edição 768
O Facebook não é uma plataforma segura para o ativismo na web. Muito pelo contrário: a rede é conhecida por sua insistência em invadir a privacidade alheia e distribuir dados de usuários a empresas e agentes da lei. Por isso muitos ciberativistas têm recorrido à Deep Web, a web profunda. Nas redes sociais brasileiras, agora que os governos estaduais partiram para a ação dentro delas, já estão presentes menções a uma possível fuga para as profundezas da web invisível.
A web profunda é composta por todos os sites não indexados em motores de busca. Ela não é outra rede, faz parte da web, mas não é visível aos olhos de quem navega em condições convencionais. A Deep Web é totalmente criptografada e seus links parecem tudo menos uma ligação a outro site. O Portal da EBC(28/8) publicou uma boa explicação sobre o que é e como funciona a web profunda.
Cada vez que um usuário entra na web, seu provedor de acesso atribui-lhe um número. É o seu IP (“internet protocol”, protocolo de internet). Esse número funciona como um CEP. Ele mostra sua localização. O provedor de acesso então procura a equivalência entre o seu número de IP e o nome do site correspondente que foi solicitado e entrega a página ao utente. Mas tudo isso é rastreado em detalhes: tudo o que foi indexado pelos motores de buscas e tem permissão de ser acessado é revelado aos buscadores da web. Tudo o que não consta nas buscas e não pode ser identificado por DNS é parte da Deep Web, explicou o portal.
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