Convidado pela Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (ADUFMAT S. Sind) para falar sobre “Educação, carreira docente e luta de classes”, Roberto Leher, professor do departamento de Educação da UFRJ, apresentou um histórico da estruturação da carreira desde a implementação da dedicação exclusiva para chegar ao tempo presente, à greve de 2012 e ao atual PL 4368/2012. Em visita a Cuiabá por ocasião de um Seminário sobre educação no campo, o bate-papo com o professor marcou o lançamento da Revista Dossiê Nacional 3 – Precarização das Condições de Trabalho I, uma produção do Sindicado Nacional. O bate-papo foi realizado no dia 6 de junho.
Na opinião de Leher, os docentes discutem pouco sua carreira. “Nós nos percebemos como um tipo especial de trabalhadores. Professores universitários, que podem ser chamados intelectuais, muitas vezes se veem como pairando acima das contradições do trabalho”. Visão que rebate citando exemplos em que as universidades têm interfaces com os circuitos do capital e a produção de conhecimento prende-se ao lucro. Cita também Antonio Gramsci e a dupla Slaughter e Leslie, criadores da noção de capitalismo acadêmico. Mais

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