Mônica: ícone feminista?

Personagem completa 50 anos como representação lúdica de um ícone feminista





Quando ela nasceu, na década de 1960, mulheres queimavam sutiãs em concursos de beleza para dizer que importavam, fossem bonitas ou feias. Era o auge da segunda onda do feminismo, que após a primeira etapa de luta por direitos políticos semelhantes entre homens e mulheres, buscava uma igualdade mais ampla e o fim do preconceito. Não é, portanto, de se espantar que gorducha, baixinha e dentuça, a Mônica da turma criada por Maurício de Sousa tenha se tornado uma representante (ainda que esquecida) do movimento feminista, com seu coelhinho azul na mão, vestidinho vermelho e valentia que tomou conta não só da rua em que morava com os amigos, como da própria tirinha do cartunista, antes comandada pelo Cebolinha. 

Na infância das meninas brasileiras cercadas de princesas da Disney, com seus ares indefesos e reinos cor-de-rosa, a personagem era uma referência completamente distinta, com uma imagem independente, de personalidade forte que não se deixava abalar pela pretendida imponência do mundo masculino ao seu redor. Desinibida, parecia uma versão mirim de “Rosie, the Riverter”, aquela que impulsionou as mulheres americanas a deixarem de ser donas de casa para trabalharem fora, durante a Segunda Guerra Mundial, com seu lenço (também rubro) na cabeça, muque à mostra e a mensagem “Ei, você pode fazer isso tanto quanto eles”. Mais


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1 comentários:

Anônimo disse...

A Mônica pode até ser diferente do "padrão". Mas as mulheres retratadas na revistinha, afffff... Já reparou que TODAS as mães são donas de casa? Exceção: mãe de Mônica, mas trabalha em casa e depende financeiramente do marido. Elas servem cafézinho, eles ficam na poltrona lendo jornal. Profissão de nível superior, como médico, advogado ou até mesmo executivo, só homem aparece exercendo. Sexismo total.

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