Hospital constrói plano de comunicação de crise

Foto: Chang W. Lee/New York Times: pacientes socorridos no NYU Langone Medical Center, em 2012.

Em outubro de 2012, os estados de Nova York, Nova Jersey e arredores enfrentaram uma das mais violentas tempestades dos últimos anos nos Estados Unidos. O Furacão Sandy causou 110 mortes no país e deixou centenas de feridos, apesar de ser uma catástrofe onde o trabalho de prevenção funcionou.  Os prejuízos com a tempestade foram estimados em 50 bilhões de dólares.
Cerca de 350 mil pessoas foram evacuadas das zonas de perigo. Por isso o número de vítimas foi considerado pequeno para a extensão da catástrofe. O governo Obama foi elogiado até pela oposição,  pela maneira como conduziu os trabalhos de gerenciamento dessa crise. Sem esquecer que ele estava há pouco mais de uma semana da eleição e não queria que as consequências do furacão fossem exploradas na campanha.
Em Nova York, o furacão Sandy estimulou também grandes mudanças no Langone Medical Center da Universidade de Nova York, até porque os hospitais são os primeiros locais a entrar em estado de alerta, quando desastres naturais violentos ameaçam a vida das pessoas. Segundo o staff da unidade, a partir dos problemas surgidos durante a tempestade, agora o hospital se considera mais preparado do que nunca para uma crise.
A equipe do hospital concedeu entrevista ao especialista em comunicação Mark Ragan, CEO da Ragan Communications. Eles informaram que aprenderam com a catástrofe. A equipe de comunicação do Hospital Langone não só tem um plano detalhado para obter informações para o público, no hospital, sobre tudo que está acontecendo em relação à uma crise, e de garantir a segurança de seus funcionários, como a diretoria e os empregados têm  toneladas de backups no caso de haver alguma quebra no processo.
"Eu tenho o número de telefone de todos em um pedaço de papel, acredite ou não," disse Kathy Lewis, vice-presidente sênior do centro de comunicação e marketing, na entrevista. "Se o meu telefone não está funcionando, o telefone de casa pode estar trabalhando, por isso temos de ser capazes de encontrar alguém assim". Em qualquer lugar.  
Eles falam também da utilidade das redes sociais, em momentos de crise, principalmente o Twitter e o Facebook. Ressaltam a importância de não apenas utilizar as redes para pôr conteúdos, mas responder aos questionamentos. 
O que o staff do hospital brevemente resume na entrevista é a existência, agora, de um Plano de Comunicação de Crise, muito falado, mas que as empresas relutam em fazer quando não há sinais de crises iminentes. Certamente, o hospital não tinha um plano de comunicação quando a tempestade Sandy chegou.
No vídeo abaixo, Lewis e a Diretora de Comunicações Digitais, Allyson Collins, do Hospital Langone dão entrevista a Mark Ragan sobre o que elas fizeram para estarem preparadas na próxima vez que uma crise ocorrer e precise da interferência do hospital.


Fonte: Comunicação & Crise

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