Greve dos servidores técnico-administrativos das universidades federais chega a três meses sem negociação com governo
Educação
Maria Fernanda Neres
A greve dos servidores técnico-administrativos das Universidades Federais chega a quase três meses ainda sem acordo com o governo federal. O movimento atinge mais de 50 instituições em todo o país, com impacto direto em cerca de 150 campi, incluindo todos os da Universidade Federal de Mato Grosso e da Universidade Federal de Rondonópolis, no estado. A categoria reivindica o cumprimento integral do acordo firmado com o governo em 2024.
A greve foi deflagrada oficialmente pela Fasubra em 23 de fevereiro, após aprovação em plenária nacional. Em Mato Grosso a adesão ao movimento ocorreu em 13 de abril, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação da UFMT (SINTUF-MT), que também representa os técnicos da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR). Conforme a categoria, os serviços considerados essenciais se mantêm funcionando parcialmente durante o período da greve.
Assembleia do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos que decidiu
pela greve realizada no mês passado - Imagem arquivo SINTUF-MT.
A greve ocorre por tempo indeterminado e atinge instituições de todas as cinco regiões do país. O Sudeste concentra o maior número de paralisações, com 18 instituições,11 delas apenas em Minas Gerais. Em seguida vem o Nordeste, com 15, e o Sul, com 12.
Entre as principais universidades federais com adesão à paralisação estão a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), a UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), a UFPR (Universidade Federal do Paraná) e a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)
Segundo o SINTUF-MT, o movimento reivindica o cumprimento integral do acordo firmado após a greve nacional de 2024, além da valorização da carreira, recomposição de direitos e melhores condições de trabalho.
Entre
as principais pautas da categoria estão a regulamentação da jornada de
trabalho, implementação do reconhecimento de saberes e Competências (RSC),
racionalização dos cargos da carreira e reposicionamento de aposentados.
Apesar da greve dos técnicos administrativos, não há interrupção das aulas nas universidades Federais, conforme a categoria. Alguns serviços administrativos, no entanto, podem sofrer alterações durante o movimento grevista.