Estudantes de Letras da UFMT/CUA promovem debate sobre cyberbullying, bullying e suicídio em escola de Barra do Garças

Debate

Agência Focaia
Redação
Adailson Pereira

     Fotos: Adailson Pereira/Vasco Aguiar
     Docentes e bolsistas do Pibid de Letras com fantoches confeccionados em reuniões do programa



Estudantes e professores do curso de Letras, da Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Araguaia (UFMT/CUA), trabalham em conjunto com escola estadual, discussão que ganhou forças nos últimos anos, “cyberbullying, bullying e suicídio”. O tema surgiu em alusão ao jogo “baleia azul”, no qual as pessoas são levadas a cometerem suicídio, de acordo, com as fases das disputas.

Os 15 estudantes participantes das atividades recebem bolsas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) de Letras, e têm  como coordenadora desde o início de fevereiro de 2017, a professora Águeda Aparecida da Cruz Borges. Atualmente o programa auxilia professoras da Escola Estadual Deputado Norberto Schwantes, localizada no Jardim Piracema em Barra do Garças (MT). Também fazem parte do mprograma duas professoras supervisoras e uma voluntária.

Borges ressalta que o grupo se reúne às quartas-feiras com finalidade de preparar as oficinas nas escolas, onde são realizadas as atividades. De acordo com a professora e supervisora do programa do curso de Letras, Adelice Coelho de Moraes, na escola onde ela leciona, aconteceram casos de alguns alunos chegarem à escola com cortes no corpo.

Coelho disse que os alunos da Escola Norberto Schwantes dispuseram a participar do projeto, mas reclama da falta de presença da família na escola. “Não podemos trabalhar essa temática apenas com os estudantes”, analisa a professora, se referindo ao fato de a formação dos estudantes estar também relacionada com o cotidiano familiar. 

Segundo a professora Ângela Maria Alves Miranda, que também é supervisora do programa, o número de casos de bullying na escola era grande. “Depois que o Pibid começou a auxiliar na Escola Norberto Schwantes, os casos começaram a diminuir, mas sempre tem alguns", revela.


Bonecos


Os bonecos confeccionados pelos estudantes começaram através  de um vídeo da Amanda Todd, uma menina que cometeu suicídio no Canadá. Os bolsistas iriam passar o vídeo para os alunos da escola, porém, o equipamento de reprodução não funcionou. Depois disso, houve a ideia de fazer fantoches e bonecos para ilustrar as oficinas e aulas ministradas pelos acadêmicos de Letras.

Segundo a discente do sexto semestre do curso de Letras, Edyanne Soares, todos os bonecos têm nomes próprios. Eles são personagens com referência a grupo de pessoas que sofrem bullying na sociedade, “homossexuais, negros, deficientes físicos”, analisa Soares. Para Águeda Borges, os bonecos além de ilustrar as oficinas, vão fazer parte do Seminário Integrador que será realizado na próxima terça-feira (28), na UFMT, unidade de Barra do Garças, às 8h, sala 224.

O Seminário Integrador marcará o fim do tema Cyberbullying, bullying e suicídio do Pibid de Letras, que durou aproximadamente um ano. No evento, o grupo apresenta peças teatrais com os fantoches, além de outras apresentações. Nesta data todos os estudantes estarão integrados às atividades com mostra de banner e apresentação oral.


Programa

O trabalho dos estudantes bolsostas (Pibid) do curso de Letras da UFMT/CUA é promovido nas escolas da região desde 2010, auxiliando professores de Língua Portuguesa, por meio de várias ações desenvolvidas, envolvendo também discentes voluntários. As atividades sempre contam com oficinas, complementação de aulas, discussões e estudos com docentes juntamente com professores da coordenação de área.

A Escola Estadual Antônio Cristino Cortes de Barra do Garças foi à primeira escola a receber o Programa de Letras. Os bolsistas ficaram dois anos auxiliando os professores dessa instituição de ensino. Na sequência está a Escola Norberto Schwantes, que desde 2013 até os dias atuais recebem a participação dos estudantes da UFMT, a instituição fica localizada no setor Jardim Piracema, da cidade mato-grossense.

Para a acadêmica Alâine Maria de Sousa, participar do Pibid é uma oportunidade enquanto futuros professores, "vamos conhecer nossos futuros locais de trabalhos e as pessoas com quem vamos trabalhar", analisa. Sobre o tema, ela disse ser importante, pois, trabalha diretamente com os alunos, dando autonomia para eles entenderem que há outras possibilidades e o suicídio não é a solução para o problema, finaliza.

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