A busca do bem-estar através da dança

Cultura popular

Agência Focaia
Redação
Giulia Sacchetti

     Fotos: Adailson Pereira
        Grupo de Dança Circular em apresentação durante evento da UFMT Araguaia.

A Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Universitário do Araguaia (UFMT/CUA), oferece projeto de extensão de dança circular, aberto à participação de toda comunidade acadêmica e da cidade. O grupo, coordenado pela técnica administrativa Eloísa de Oliveira Lima, surgiu no ano de 2013 no campus e abrangia apenas professores e técnicos. Três anos depois, o grupo se abriu para atender também os alunos e demais pessoas. Os encontros ocorrem todas as terças e quintas-feiras, das 17h30 às 18h30 no Chapéu de Telha do Campus II (Unidade Barra do Garças).

Historicamente, a dança circular é uma expressão artística dos povos desde a pré-história. Ela surgiu na Europa em 1908 e está no Brasil desde a década de 1970. É uma dança em roda com músicas de diferentes ritmos e origens. A formação em círculo adotada para dançar tem a finalidade de romper hierarquias, colocando todos em posição de igualdade. Além disso, a dança auxilia no equilíbrio, na noção de espaço e na percepção do próprio corpo.

“Quando você está dançando, sua mente esvazia ao prestar atenção somente na dança, o que torna a dança circular até mesmo uma forma de meditação”, diz a coordenadora. Segundo ela, o projeto tem a finalidade de promover o bem-estar físico e mental dos participantes.

Atualmente, o grupo de dança circular possui aproximadamente vinte participantes, e qualquer um, de qualquer idade, pode participar. O grupo participa de alguns eventos relacionados à dança ocasionalmente, como o “Encontro Brasileiro de Danças Circulares Sagradas” que acontece anualmente em São Paulo e reúne todos os grupos de dança circular.

Júlia Silva de Oliveira, acadêmica do curso de Jornalismo e participante da roda de dança conta que, no início, dançava por distração, mas depois, percebeu que a dança fazia sentir-se bem. “Nos dias de dança eu me sinto totalmente revigorada. A dança, o convívio com as pessoas na roda, a energia que ela é produzida diminuíram muito minhas crises de ansiedade e de estresse”, finaliza.

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