Mobilizações universitárias

Agência Focaia
Reportagem
Vasco Aguiar

                              
Na Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Araguaia, ocorreu na última sexta-feira (25), atividades de mobilização contra a aprovação da PEC 241/55, como resultado de decisão retirada em assembleia dos professores na terça-feira (22). Conforme o consenso, não faltariam motivos para a greve, porém, entenderam que o cenário não seria favorável para um movimento grevista, mas, sim, de mobilização. Após votação contrária à deflagração de greve ficou decidido por  um calendário de mobilização permanente, para sinalizar o descontentamento e preocupação dos docentes com a situação política no Brasil.

     Fotos: João Paulo Fernandes 
             Jorge Arlan, Flávia Brito e Lucélia Alves fizeram parte da mesa que teve como tema a pergunta "Afinal, o que e tenho a ver com a PEC 55?"

Como parte das atividades de mobilização contra a aprovação da PEC, durante a tarde ocorreu exibição de filmes sobre o tema e roda de conversas entre professores, alunos e também o representante regional da Adufmat, Deyvisson Costa. Neste ato, Costa disse que não concorda em “desobrigar os governantes atuais e futuros de investirem o mínimo nas áreas de educação e saúde, conforme previsto atualmente na Constituição Federal, por acreditar que estas são áreas essenciais para o Brasil e os brasileiros”.

No período noturno foi realizado um novo debate com o tema: “Afinal, o que eu tenho a ver com a PEC 55?”, onde professores da UFMT Araguaia e representantes de diversos segmentos puderam esclarecer aos presentes 
a importância de entender o que é a PEC, e como sua aprovação atingirá a todos.

Debater a PEC é necessário

Professor do curso de Jornalismo da UFMT Araguaia, Jorge Arlan de Oliveira, um dos debatedores da noite, esclareceu que “como decidido em assembleia, optamos por não fazer a greve tradicional, mas não com o objetivo de ficarmos parado, e sim de nos mobilizarmos. Estamos em estado de greve, vigilância, alerta, mobilização, debate, estudos e de preparação par sair às ruas. Desta forma convidamos representantes de outros setores para iniciarmos os debates sobre a proposta de aprovação da PEC 55, já que este tema afeta toda a sociedade”.
 

Para Flávia Brito, representante do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), “é importante ir às ruas, também participar de debates, ler, e de alguma forma saber o que está acontecendo". Ela ainda enfatiza para os que ali estavam que “com greve ou sem greve, nossa luta é por direitos, pela educação pública gratuita e de qualidade para todos os estudantes. Essa educação deve ser pensada enquanto possibilidade de crescimento intelectual, profissional, social e cultural, e por isso a PEC não deve ser aprovada, se preciso acamparemos em Brasília”. 

Lucélia Alves de Barros, diretora de Comunicação do Sindicato dos Bancários de Barra do Garças, apontou que “as manobras políticas que estão ocorrendo por todo o país, dizendo que existe escassez de recursos é mentira, o Brasil hoje tem muito mais a receber do que pagar”. Para ela é necessário “ir às ruas, se manifestar contra medidas do governo que vão contra o bem-estar social, mas de maneira consciente, saber por que está se manifestando”, finaliza. 

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