Mobilização estudantil



Agência Focaia
Reportagem
Adailson Pereira


O presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (ADUFMAT), Reginaldo Araújo, na última terça-feira (22), reuniu-se com os representantes da Adufmat Araguaia Deyvisson Costa e Márcia Pascotto e demais professores do Campus para tratar de uma possível greve na instituição. Na assembleia, a proposta de deflagração de greve foi rejeitada pelos docentes, sendo trinta votos contra, cinco a favor e quatro abstenções. Os professores decidiram fazer um calendário de mobilização contra a PEC 55, que tramita no Senado Federal, porém, mantendo as atividades acadêmicas.

Os educadores salientam que essa não é a hora de paralisação, considerando que o cenário não se mostra favorável para um movimento paredista. A Universidade Federal de Mato Grosso passou recentemente pela maior greve na história da instituição, com isso, o calendário acadêmico sofreu alteração, que vem sendo ajustado.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) e os Centros Acadêmicos (CA) do Campus Araguaia, decretaram apoio aos professores, que estabeleceram estado de greve, e também dizem preocupados com a atual situação que a educação brasileira caminha. A liderança estudantil se posicionam contra as medidas que o Governo Federal vem tomando para a educação. Na última assembleia realizada na segunda-feira (21), entre o presidente da Adufmat e os acadêmicos, foi pautada uma possível ocupação no Campus, mas no final não ocorreu por decisão da maioria dos estudantes presentes na reunião.

Para Alanna Pricila Alves, Coordenadora de Assuntos Estudantis do DCE Campus Araguaia, o governo de Michel Temer (PMDB) não dialoga com a categoria (professores), tendo como projeto sucatear as universidades públicas. De acordo com Alves, se a educação for prejudicada e perceberem que o governo não queira ouvir a categoria, não vê o porquê de não ocupar o Campus e ter uma greve geral. Ela finaliza dizendo que "defender a educação pública de qualidade faz parte de nossa formação, nossa responsabilidade social, enquanto alunos de universidade federal".

Júlia Silva Oliveira, tesoureira do Centro Acadêmico de Jornalismo do Araguaia (CAJA), ressalta que o Campus Araguaia está determinado a manter as aulas normalmente. Oliveira diz que as ocupações que foram e estão sendo feitas em outras instituições, são um modo de demonstrar desagrado pela PEC (55). "No Campus (Araguaia), acabamos de voltar de férias, estamos em um processo de compreensão da PEC (55) e de como ela nos afeta, então, se optou por um outro protesto (mobilização), e não a ocupação", conclui Oliveira.

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