TEMPO DO CINEMA DIGITAL




O Jornalista Ruy Castro, em coluna na Folha de S. Paulo, faz análise importante sobre o tempo do cinema. A cada dia os cinéfilos deixam de sair de casa para ir à casa de apresentação de filmes, hoje circunscritas aos Shoppings Centers. Os contatos físicos e os debates presenciais perdem, com isso, seu tempo, mas há mais condições de toda população ter acesso à película, independentemente da localidade. Não há mais cidades com e sem cinema, interior versos centro.


De fato, razoável admitir que o atrativo da telona é admirável, mas há sempre o excesso de exploração do comércio, que observa o filme como apenas e tão somente mercadoria, no final, tornamo-nos produtos também. Em casa é possível ter uma tela grande, mas de fato nos relacionamos com questões financeiras, que nos seguem no sistema econômico.

Outro ponto que sobressai é exatamente a condição de escolha, não mais a pequena quantidade de películas explorada pelas grandes agências de cinema globais, com exposição na mídia, que nos induz ao melhor, com interesse político e ideológico.

Em suma, há pontos negativos, que não ventilamos aqui, de maneira evidente, como a falta de amizades, debates, enfim. Mas sobre os pontos importantes que o valha, possível aproveitar da tecnologia para se ter acesso ao cinema e buscar mais conhecimento e entretenimento. Com ou sem saudosismos, já conhecidos pelo tempo.


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