Temer

Por Antonio S. Silva

A afirmação de Michel Temer, vice-presidente do Brasil, para plateia formada de empresários, faz todo sentido. Afinal, não seria mesmo possível qualquer governo manter seus planos políticos, levando consigo a oposição dos eleitores em todas as classes sociais, sobretudo, aquela em que está o maior número dos eleitores, os muitos “sem-Estado” e trabalhadores brasileiros.

Desta forma, a afirmação do peemedebista para uma elite econômica, deve ser levado em consideração pelo governo petista, de Dilma Rousseff. Afinal, quem precisa de Estado são os desvalidos em decorrência dos galopantes movimentos econômicos, mantidos pelos grandes mercados, que a cada dia abocanham mais lugares no poder federal. Desta maneira, sinalizar para o maior público seria no mínimo sensato – uma questão de sobrevivência, para este momento. Observando ainda, os projetos aprovados para a eleição deste governo.

O projeto tucano sofreu derrota, exatamente pelas propostas, muitas delas sendo levadas como objetivo de Rousseff – a elevação no Brasil do neoliberalismo, com todas as suas características de exclusão social. Enquanto o PMDB joga para o seu grupo político, que, em boa parte da agremiação conta com apoio do empresariado nacional (e grupos além-fronteiras), a petista tem como missão responder aos interesses sociais. Caso contrário, não subiria, mais uma vez, a rampa do poder em Brasília.

Realmente, não é possível, governar com baixíssima popularidade, o que advém da estratégia de pisar em duas canoas em águas revoltas. Esta história da política brasileira, não é um capítulo à parte. Vale observar as grandes disputas dentro das instituições sociais, em nome da democracia e da ordem para o progresso. No final, deve vencer o bem-estar social, ponto central e nevrálgico de um Estado, hoje nas mãos do Partido dos Trabalhadores – e não efetivamente do capital liberal, com mais cores na duvidosa social democracia tucana.

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Antono S. Silva é Jornalista e Professor UFMT - Campus do Araguaia. 

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