Tempos obscuros na política brasileira

* Por Antonio S. Silva


No Brasil há uma crise política intensa institucional e política. Parece notório o desgaste de um governo, cujo partido está no poder por tanto tempo, como é o caso do Partido dos Trabalhadores.

Contudo, seria muito superficial esta explicação para a queda de popularidade da gestão Dilma Rousseff, para 71% (ruim/péssimo), como destaca o Jornal Folha de São Paulo, nesta quinta-feira (6).

Entre todos os pontos, há falta de compreensão do governo da realidade política, que ocorre não só no Brasil, mas na América Latina. Neste momento, de uma retomada da guerra em favor do conservadorismo econômico e político, seguindo o modelo neoliberal. O país é, a rigor, essencial para implementação em definitivo deste projeto, na região. 

A Petista, com temor de perder plenamente o controle da administração federal, aceita as pressões dos fortes grupos econômicos (nacionais e internacionais), no Congresso e, de ordem econômica, na normatização do capital. 

Deste modo, a petista (com sua equipe) perde dos dois lados: do grupo do patamar de cima, os mais ricos, que, de fato, não qualquer governo se aproximar de matizes sociais, um pesadelo para um mundo globalizado econômica; os pobres, sofrendo com a crise, sem ver esperança nas atitudes políticas do governo, sinalizam para outros caminhos - o qual ainda não se sabe.

No final, a biruta política confunde a maioria dos eleitores, que vê outras possibilidades para um país, com riquezas sumariamente mal repartida.

Nem tudo está perdido, pois, diante da queda de popularidade, que pode piorar mais ainda, não será sem tempo, que as estratégias do governo mudem radicalmente. Assim, olhar para o trabalho, a educação, o social.

Agindo, o Brasil e a América Latina agradecem, no sentido, de evitar radicalizações de ambos os lados, rememorando tempos obscuros na política, por aqui e acolá.

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 Antonio S. Silva, Jornalista,  Professor da UFMT - Campus Barra do Garças.

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