A política e os buracos da rua


Por enquanto os tapa-buracos já seriam muito importante em Barra do Garças, uma cidade linda e um lugar exuberante para se viver. Mas, e os buracos?

Por Antonio Silva

Barra do Garças está contemplada com uma grande quantidade de buracos nas ruas. Impressionante a dificuldade para se livrar deles, em várias vias – espalhados em quase toda cidade. Muitas vezes deve se escolher em qual cair, com a preocupação de evitar as visitas frequentes à oficina. Talvez falte alguma atenção do governo municipal (também dos vereadores?) para com os interesses da sociedade. Afinal, a rua é pública.

Importante destacar a diferença entre a rua e a casa, como alguns autores já abordaram com maestria, mas ainda vale sempre reflexão. Pois, se a rua é onde o público se encontra no dia a dia, e as conversas são sempre com observação ao que pensa o outro, na casa as conversas são entre paredes, da qual se decidem os posicionamentos particulares até mesmo para o público.

A politica frequenta os dois lugares, pois, na tomada de decisões tem sempre as negociações política, que exige um lugar reservado, a casa. Os resultados aparecem na rua, o espaço público, onde se vê os efeitos das boas conversas particulares e sempre produtivas. Se na rua não aparecem nada ou pouco, certamente os diálogos estão difíceis o fáceis demais.

A imprensa tem papel importante para se conhecer em que condições se fazem as conversas, mesmo nos locais reservados à política. Depois, a população discute nos seus particulares e que aparece na rua a decisão popular. Neste contexto surgem as mudanças eleitorais e das lideranças de uma cidade ou mesmo do país. Não pode faltar, portanto, as pessoas, a política e a imprensa.

Por enquanto os tapa-buracos já seriam muito importante em Barra do Garças, uma cidade linda e um lugar exuberante para se viver. Mas, e os buracos?

Antonio S.Silva é Jornalista e professor universitário (UFMT).

1 comentários:

Alfredo Costa disse...

Muito bons seus comentários sobre os buracos. Aqui o asfalto é chamado de "sonrisal" e a iluminação, "um e noventa e nove".

É incrível a falta de manutenção dos equipamentos urbanos. Repare que algumas placas na rodovia no caminho do Campus II estão viradas por causa do vento... há mais de quatro anos! É incrível como a população não cobra o que tem direito. E a imprensa local se divide em contra e a favor do prefeito (seja ele quem for).

Por tudo isso, mudei meu título para cá. Sugiro que faça o mesmo. Mas observo que há pouco interesse nessa mudança de domicílio eleitoral. Pouquísimos professores - mesmo os mais antigos – transferem o título para cá. Muitos nem sequer são filiados ao sindicato da categoria.

No entanto, mantenho a esperança que um dia os estudantes e professores se conscientizem e criem um segmento mais exigente do eleitorado, juntamente com funcionários públicos, do BB, da Caixa e militares (a minguada classe média da cidade).

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