Karin Sampaio
Aconteceu
nesta sexta-feira(8), na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o último
dia do Simpósio de Jornalismo Intermídias, organizado pelo Centro Acadêmico de
Jornalismo, em parceria com os professores do curso, do Campus Universitário do
Araguaia (CUA), unidade 2, da cidade de Barra do Garças. O evento ocorre na semana de
comemoração ao dia do jornalista, 7 de abril.
A professora UFMT/CUA, Patrícia Kolling, coordenando o cerimonial, deu início a abertura das
atividades, ao anunciar a apresentação do grupo de teatro “Fazendo Arte”. A peça que foi ao palco buscou dar atenção a abordagem do
cotidiano de uma família tradicional brasileira. Com o título “Já instalou a
cortina?”, os atores participantes do projeto de extensão do professor Adam
Luiz Claudino de Brito, do curso de Direito, destacaram a conturbada vida dos
brasileiros no cotidiano, na educação dos filhos e falta de recursos
financeiros, sempre buscando tirar gargalhas do público, em tom de ironia, explorando os esteriótipos.
Logo
após, conforme programação do Intermídias, iniciou-se atividades de debate, em uma mesa redonda, mediada pelo professor do curso UFMT/CUA, Antonio Silva, com o tema “Café com
Prosa – os possíveis caminhos para o jornalista no Araguaia”.
Foto Karin Sampaio, estudante Jornalismo UFMT/CUA
Mesa redonda no Intermídias, formada pelos jornalistas: Sckarleth Martins, Konrad Felipe,
Antonio Silva (mediador) e Ivan de Jesus
Na
composição da mesa, os jornalistas egressos do curso de jornalismo da UFMT/CUA e
profissionais da imprensa local, Ivan
de Jesus, radialista da Rádio Centro-América; Sckarleth Martins, mestranda em
comunicação pela UFG/GO; e, Konrad Henke, assessor de imprensa da Câmara de Municipal de Barra do Garças.
Entre os pontos altos da discussão, as dificuldades de se fazer jornalismo na região do
Araguaia, quando o jornalista está muito próximo das lideranças políticas, de
modo que “é comum o profissional de imprensa encontrar-se com alguém que faz parte de nossas notícias, no comércio local, quase que diariamente”, avaliou Ivan de Jesus. Conforme analisou, em determinados momentos causando constrangimentos e, em outros, dialogando sobre as publicações.
Para Konrad, no que diz à assessoria, o profissional
do jornalismo se depara com acirradas disputas políticas, muitas vezes sendo
obrigado a tomar um lado. Para o assessor da Assembleia Legislativa municipal
de Barra do Garças, o curso de Jornalismo deverá, ao longo do tempo, promover alterações nas
atividades jornalísticas na região, com o aumento do número de estudantes formados, que
passarão a integrar as redações regionais.
Para a pesquisadora Skarleth
Martins, que desenvolve pesquisa com os indígenas na região, argumentou sobre a
importância da pesquisa universitária para aprimorar o conhecimento dos
jornalistas. Um trabalho indispensável para quem deseja aprofundar seus
análises sobre a sociedade e comunicação. No que diz respeito à mídia local, a
pesquisadora lembrou da necessidade de aproximação entre universidade e
profissionais do jornalismo local e regional, de modo a pensar a comunicação jornalística.
Narrativas e educação nas oficinas

No
último dia do evento Intermídias também foram realizadas oficinas, entre elas,
a promovida pela pesquisadora Mirna Tonus (foto), professora da UFU/MG, que se baseou
em trabalhos de orientandos como base para o tema: “A construção de narrativas
jornalísticas transmidiáticas”.
Tonus disse que sua abordagem seria a do o engajamento profissional, cuja expectativa, por se
tratar de um assunto importante, resultaria em muitos frutos para os participantes.
Em
outra oficina, a Jornalista Yrla Braga discutiu sobre educação e a comunicação na
produção de conteúdos. “O objetivo dessa oficina seria mostrar um pouco deste campo
relativamente novo que é a educomunicação, e como a presença dela dentro da
escola pode desenvolver socialmente e cognitivamente o educando”, avaliou.
Resultados positivos
