Marina, e quem ganha?

Por Antonio Silva


Se não buscar um território que a proteja, a pessebista poderá servir como ponta de lança dos adversários para atingir os oponentes.

Os jornais brasileiros e mundiais, com preocupação com a política brasileira, levantam uma grande expectava, na  mudanças de números nas pesquisas eleitorais, com a chega de Marina Silva(PSB), que substitui Campos, por uma causa trágica. A questão no final é pura especulação de lado a lado dos grupos políticos, que visa atingir os adversários e chegar aos objetivos de cada agremiação.

A grande dúvida é saber qual será o Jogo da nova postulante, pois Eduardo Campos não vinha bem no ranking dos preferidos pelos eleitor, até aquele momento – porém bem avaliado pela grande mídia.

A candidata Marina Silva entra numa disputa absolutamente dividida entre dois candidatos e ideologias políticas (PSDB/PT) que vão além da simples vitória de um nome. Por trás (ou à frente) do candidato estão grupos empresariais, de comunicação, financeiro, do mercado internacional e grupos sociais articulados.

Quais destes lados entraram para a campanha da pessebista? Uma condição de meio termo, ou seja, um candidato que não tem relação com nenhuma destas partes e com todas ao mesmo tempo não se faz uma boa estratégia. Campos preferiu se mostra mais ligado ao médio destes grupos, sinalizando para o mercado e apostando em mudanças sociais.

Um ponto merece análise, a política brasileira é muito importante neste mundo polarizado e de crises globais. Claramente há resistência ao poder de ordem mundial dos Estados Unidos e Europa, na política e economia globalizada.

Na própria América Latina, com destaque para o Brasil. há interesses externos os mais diversos, sobretudo, na exportação dos recursos nativos, com exploração da produção de grandes extensões de terras, que não será cultivada por simples empresas nacionais. A política hoje não se resume ao terreno do aqui.

Considerado estes pontos, Marina Silva entrará na campanha com fôlego, em razão das comoções com a morte de Eduardo Campos, como certamente as pesquisas vão mostrar, mas depois há o arranjo dos discursos e a definição de estratégias dos lados mais fortes, nesta polarização.

Se não buscar um território que a proteja, a pessebista poderá servir como ponta de lança dos adversários para atingir os oponentes. O segundo turno vai se tornando mais aceitável. Esperar para ver.

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Antonio Silva é Jornalista e professor da UFMT - Campus Araguaia.

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