“A buceta é minha”: o corpo como sujeito no mundo; pesquisadora investiga sexualidade no universo do funk
Por Marcelo Hailer
O nome de Jaqueline Conceição
circulou nesta semana nos meios de comunicação por dois motivos: primeiro, pela
campanha online que ela lançou para angariar fundos para uma viagem aos Estados
Unidos, pois o seu artigo “Só Mina Cruel – Algumas Reflexões Sobre Gênero e
Cultura Afirmativa no Universo Juvenil do Funk”, que trata da questão de gênero
no universo do funk, foi selecionado para ser apresentado em um congresso da
Universidade de Columbia, uma referência no mundo. O segundo motivo é que a
campanha chegou na cantora de funk Valesca Popozuda, que gostou do projeto e
resolveu ajudar Conceição a bancar a sua viagem para a terra do Tio Sam.
Conceição resolveu tratar de um
tema que é polêmico nos debates feministas, a questão da mulher e do feminismo
no meio do funk. Quando cantoras vociferam frases como “a porra da buceta é
minha”, estão praticando autonomia sob seus corpos? “Na minha interpretação é
isso, dizer que a buceta é dela é mais do que só dizer ‘que ela dá pra quem ela
quer’ e o corpo como nossa unidade, como sujeito no mundo é a coisa mais
importante, o que gente tem de mais de imediato é o nosso corpo”, analisa
Conceição.
Jaqueline Conceição teve o seu artigo sobre a questão de gênero no universo do funk selecionado pela Universidade de Columbia. (Foto: Arquivo pessoal)
Leia a íntegra da entrevista concedida à Revista Forum Via Blog do Kaic

