Completo hoje cinco anos como professor efetivo de Jornalismo no Campus Araguaia da UFMT. Fui o primeiro docente com formação na área e enfrentei, além da hostilidade daqueles que dividem a sociedade barra-garcense em estabelecidos e forasteiros, uma série de dificuldades do pioneirismo de um curso localizado no interior do Estado, a mais de 500 km da reitoria da Universidade.
Todas essas adversidades me transformaram em uma pessoa mais forte e mais tolerante Não sou de guardar rancor de nenhum inimigo. Quem cuida desse departamento é o meu advogado.
Todas essas adversidades não me impedem de acreditar que o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) constitui ação relevante por permitir que as universidades federais desempenhem papel estratégico para o desenvolvimento econômico e social das comunidades do interior do país. Embora, é claro, seja necessário avançar muito na questão da qualidade do ensino.
Todas essas adversidades me motivam a tentar desmascascarar os "salvadores da pátria" locais que se apropriam de tais iniciativas e se apresentam como responsáveis por trazer os novos cursos. Ou seja, além de interiorizar esses campi, é essencial federalizá-los, contrapondo a publicização de interesses particulares locais com o esclarecimento à população de que esse movimento acontece em nível nacional.
Todas essas adversidades me obrigam a me empenhar para que os alunos de Jornalismo entendam esse processo e não façam o jogo do mau jornalismo que, em regra, se pratica na micro-região. Alguma duvida? É só dar uma olhada no noticiário, neste momento em que se troca Farias por Farias do B...
Todas essas adversidades não mudaram, entretanto, meu caráter doce e meigo. Continuo sendo uma pessoa de quem todos deviam gostar. Mas como me consideram "do contra" não poderia deixar de citar o saudoso gremista: "eles passarão, eu passarinho". Ou o velho lobo botafoguense: "vocês vão ter que me engolir!"
