Universidades públicas paulistas devem iniciar greve na quarta

Sindicatos de USP, Unicamp e Unesp ameaçam paralisar as atividades por reajuste salarial




A USP, que inclui a Faculdade de Direito, e outras universidades podem parar / Arquivo/Diário SP


Por: Fernando Barbosa 
Os docentes e trabalhadores das três maiores universidades no estado de São Paulo – USP (Universidade de São Paulo), Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e Unesp (Universidade  Estadual Paulista) – ameaçam entrar em greve a partir da próxima quarta-feira.
A paralisação deve ocorrer pela falta de reajuste nos salários dos docentes, negado junto ao Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp). 
Para o diretor do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), Magno de Carvalho, o cenário é propício para a paralisação. “A possibilidade de greve é muito grande, eu diria que é quase certa. Nós tivemos uma negociação e foi oferecido 0%, ou seja, nada. A alegação é que há uma crise, que há falta de dinheiro”, explicou.
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“Estamos encaminhando uma paralisação para a próxima quarta-feira,  junto com outras universidades. Dependendo da negociação, poderá haver uma greve por tempo indeterminado”, afirmou o diretor do Sindicato da Unicamp, João Raimundo de Souza. Ele se refere à possível adesão da Unesp.
Os trabalhadores reivindicam uma quantia próxima dos 10%, valor que acrescenta a inflação anual mais “um reajuste por perdas passadas”, expõe Raimundo de Souza.
Por meio de nota divulgada pela assessoria de imprensa, o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) informou que os “altos níveis de comprometimento de orçamento com folha de pagamento – 94,47% na Unesp, 96,52% na Unicamp e 104,22% na USP – não permitem ao Cruesp realizar qualquer reajuste salarial neste momento”.
Carvalho explicou que as universidades juntaram R$ 5 bilhões às custas de arrocho salarial e esse dinheiro está aí. No caso da USP são R$ 3 bilhões; a Unesp tem R$ 1 bilhão e a Unicamp tem mais R$ 1 bilhão. “Então, não há justificativa para não dar o reajuste agora”, afirmou o sindicalista.
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do governo do estado informou que não é responsável pelo orçamento e disse que os valores são discutidos com a Assembleia Legislativa, no total de 9,57% de tudo o que é produzido pelo estado.