por Henrique Dias e Alfredo Costa
Com forte esquema de segurança, o tradicional desfile comemorativo do Independence Day do Brasil começou às 9h30 da manhã deste sábado e terminou às 11h30
Com medo de manifestantes mais violentos, como o grupo Black Bloc, a segurança do desfile de 7 de setembro foi rigorosa, cercando com tapumes de metal todos os prédios dos ministérios. Para manter o controle da situação, contou com a colaboração do órgão responsável pelo assessoramento pessoal à Presidente(a) da República em assuntos de segurança, conhecido pela letras GSI (Gabinete de Segurança Institucional), além de considerável número de militares e civis (Exército Brasileiro, Marinha do Brasil, Força Aérea Brasileira, Polícia Militar do Distrito Federal, Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiro Militar. Um contingente que quase superou o número de cidadãos presentes, público, aliás, para lá de privado, pois para entrar era necessário portar uma credencial fornecida pela própria Presidência da República.
Com tamanho aparato de segurança, a TV Globo não apostou no aparecimento de "vândalos", "arruaceiros" e "baderneiros" e não se deu ao trabalho de deslocar seu helicóptero, conhecido como "Globocop", para captar imagens das manifestações , que, conforme o clichê da emissora, "começam pacíficas, mas que terminam em congestionamentos de transito, violência e repressão policial com gás de pimenta e balas de borracha".
Além dos aparentemente inofensivos Focas do Araguaia, gentilmente convidados pela Presidência da República, a cobertura jornalística estava restrita ao Departamentos de Comunicação do Exército Brasileiro, para recordação dos familiares dos oficiais, suboficiais e soldados, e da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), que é o canal de comunicação oficial do Governo Federal, para captar, quem sabe, imagens de um futuro vídeo institucional com "pinta" de agenda positiva e trilha sonora de "Marcha da Vitória", também conhecida como "a música do Ayrton Sena".
Nessa ilha de tranquilidade, o mais interessante para os Focas do Araguaia, limitados ao espaço destinado à chamada "imprensa chapa branca", foi conversar com os colegas cinegrafistas, produtores e outros profissionais de Comunicação, e pegar dicas com a repórter da TV NBR, sobre como entrevistar um público pacífico e repassar a cobertura do evento para as demais empresas de comunicação.
Era
esperado um público de pelo menos 25 mil pessoas para o desfile, no entanto,
apenas 5 mil compareceram para "prestigiar" o evento. Como o próprio
Correio Braziliense intitulou em matéria publicada na versão impressa do dia
seguinte, afinal não havia pressa para a notícia sair: "Uma
festa sem o prestígio de outrora", tudo por conta das corriqueiras
manifestações na capital, que, embora sem o mesmo vigor das anteriores,
aconteceu, de fato na mesma imensa Esplanada dos Ministérios, há mais de um
quilômetro do local. Ah, se a Capital Federal ainda fosse no Rio de Janeiro...
O
desfile contou também com a apresentação da brigada militar de segurança
pública brasileira, além de atletas, alunos do Colégio Militar e crianças de escolas públicas de Brasília.
Outro fato jornalístico de destaque é que , desta feita, nenhum dos equinos militares dos Dragões da Independência caiu, derrubando seu cavaleiro, como geralmente acontece, para satisfação dos cinegrasfitas, que emplacam seus quinze segundos de vídeo, e protesto da Sociedade de Proteção dos Animais, que defende que o tórrido asfalto da Esplanada dos Ministérios não é adequado para o galope dos animais, sejam civis, sejam militares.
Caiu na rede é peixe: Depois de cumprida a "missão oficial" , o Foca do Araguaia aproveitou para "tietar" a ex-professora temporária da UFMT Nara Mourão e pegar dicar de como passar no concurso público da EBC.
Outro fato jornalístico de destaque é que , desta feita, nenhum dos equinos militares dos Dragões da Independência caiu, derrubando seu cavaleiro, como geralmente acontece, para satisfação dos cinegrasfitas, que emplacam seus quinze segundos de vídeo, e protesto da Sociedade de Proteção dos Animais, que defende que o tórrido asfalto da Esplanada dos Ministérios não é adequado para o galope dos animais, sejam civis, sejam militares.
Caiu na rede é peixe: Depois de cumprida a "missão oficial" , o Foca do Araguaia aproveitou para "tietar" a ex-professora temporária da UFMT Nara Mourão e pegar dicar de como passar no concurso público da EBC.