MP tem recebido denúncias; curso superior para radialismo não é exigido 


Concurso público da Assembleia Legislativa de Mato Grosso visa preencher 430 vagas. (Foto: Divulgação/ AL-MT).

O Ministério Público Estadual recebeu, até o momento, pelo menos dois pedidos de impugnação do edital do concurso público da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Lançado no início desta semana, o edital vem sendo criticado pelos concurseiros, por não exigir diploma de nível superior ou cursos técnicos para preenchimento de vagas em determinadas áreas, como radialismo e técnico eletricista.

"É um verdadeiro desrespeito à categoria dos radialistas de Mato Grosso e do Brasil", classificou Pedro Corrêa, 34 anos, radialista formado na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A instituição oferece a graduação em Rádio e TV há mais de uma década.

O edital não pede sequer comprovação de experiência ou registro profissional na área.

Inconformados, estudantes e profissionais de radialismo organizaram um grupo na rede social Facebook - que já conta com mais de 100 pessoas - para discutir que providências adotar. Uma carta aberta foi confeccionada e será entregue ao promotor de Justiça Mauro Zaque.

Já para o cargo de técnico eletricista não há qualquer  exigência de apresentação de aptidão, experiência ou certificado de algum curso técnico na área.

A aplicação das provas é prevista para o dia 8 de setembro deste ano. Ao todo, o concurso oferece 430 vagas de níveis médio e superior, com salários que chegam a pouco mais de R$ 6 mil.

Procurada, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso informou que apenas a empresa organizadora do certame é que poderia se manifestar. Até o fechamento desta matéria a IDP Cursos e Projetos, que é coligada do Instituto Brasiliense de Direito Público, não se pronunciou.

Confira a carta aberta formuladas pelos radialistas


Via CuiabáMais

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