Informações da Guerra

Afinal, não seria de outra forma, grande parte de populações inteiras bem informadas apoiaram a guerra contra o Iraque, pelo fato de ser um país com grande arsenal bélico que poderia ameaçar o mundo

Por Antonio Silva

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Foto: Wikipédia. Tanque americano atira contra norte-coreanos, 10 de janeiro de 1952.

Apesar de este século ser o da comunicação, em virtude das novas tecnologias virtuais, permanece o poder das mídias tradicionais e está cada vez mais difícil saber sobre fatos que estão distantes territorialmente. O caso Guerra das Coreias parece um bom exemplo. Sabemos o que pensam os Estados Unidos, com suas várias fontes que falam todos os dias nos jornais brasileiros e mundiais, mas pouco se conhece da realidade política da Coreia do Norte.

A condição permanece para os países aliados do povo do norte, como China e Rússia. Diferentemente da comunidade do Sul que se movimenta permanentemente para se defender do vizinho hostil. Uma batalha que não se resume a interesses econômicos como se faz acreditar algumas publicações.
A disputa por território na região vem desde a Segunda Grande Guerra, há cerca de seis décadas, quando os Estados Unidos defenderam os país do Sul, capitalista, e a China, com o apoio da Rússia o do norte, comunista.

A condição de os Estados Unidos liderarem o mundo como controlador de paz mundial, com o dispositivo ONU, torna-se cada vez mais complicada, diante de mudanças no poder de algumas nações. Afinal, os norte americanos, sem dúvida, consideram suas decisões a partir de seus interesses de ordem social, do qual tem benefícios.

Na disputa por poder estão a própria China, Rússia, Índia, países do oriente médio e América Latina, cada vez mais distantes ideologicamente do país norte americano. Pequenas ações, num mundo em conflito pode demonstrar perda de poder para um império.

Seria sensato acreditar que no meio deste interesse houvesse espaço para informações mais expandidas entre os continentes, de modo a ter mais conhecimento da América Latina, África, China, Rússia, Oriente Médio. Não há dúvida que os fatos aparecem no cotidiano dos brasileiros e outros países, entretanto monitorados pelas grandes agências internacionais.

Um repórter brasileiro no vídeo, repassando informações sobre a Coreia do Norte de Nova York demonstra cabalmente de onde saem às informações, para ficarmos apenas em um exemplo. Sobre a Palestina, Síria a situação se repete.

No final, o jornalismo faz parte da estratégia de Guerra, da qual as nações líderes tem o controle das mentes e corações não somente de brasileiros.

Afinal, não seria de outra forma, grande parte de populações inteiras bem informadas apoiaram a guerra contra o Iraque, pelo fato de ser um país com grande arsenal bélico que poderia ameaçar o mundo. Apenas retórica, como se viu não havia nem mesmo traque para enfrentar os poderosos adversários. Não é o caso da Coreia do Norte.

Antonio S. Silva, Jornalista e professor universitário (UFMT, Campus Araguaia).