Lucros e renda

Talvez seja mesmo o caso de querer mais política, ao contrário do que alguns, inclusive parte da maioria desvalida defende, de maneira alienada. Necessário, portanto, mais política partidária e social

Antonio S. Silva

O crescimento da Caixa Econômica Federal assustou o sistema bancário privado do Brasil. Isto ocorre em função dos lucros em torno de 6 bilhões do banco estatal e queda na lucratividade das principais agências do mercado. Como resultado questionamentos do uso do dinheiro público para aumento da lucratividade do banco público, o que é sempre esperado, não somente no Brasil.

O discurso notório é que se trata de uma instituição bancada pela sociedade brasileira. Não se pode esquecer que os altos juros, na estratosfera, uma espécie de exploração legal,  atingia exatamente os cidadãos, principalmente os pobres que não conseguem manter seus gastos. Então, precisão recorrer aos ávidos bancos.

A medida do governo de baixar juros para empréstimos do Banco do Brasil e Caixa é mais do que desejável, uma questão de política e respeito a todos os brasileiros que acreditam ter participação nas decisões políticas de seu país. A grita de alguns jornais é razoável dada sua relação muito próxima com as grandes agências, com negociação de espaços publicitários milionários.
As decisões governamentais ainda são muito tímidas, no que se refere à atenção a falta de distribuição de renda, mas já sinaliza a possibilidade oferecer dignidade para muitos. Evidentemente, são medidas que não passam incólumes, com resistência dos pequenos grupos com altos rendimentos a custa, especificamente, dos cofres públicos, o que é paradoxal.

No final, resta mais política social, pois brasileiros parecem sinalizar positivamente para decisões que são necessárias e justas com reflexo para toda a sociedade. Talvez seja mesmo o caso de querer mais política, ao contrário do que alguns, inclusive parte da maioria desvalida defende, de maneira alienada. 
Necessário, portanto, mais política partidária e social.

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