Blog da Regina chama reação de entidades de proteção a animais de "ativismo de sofá" e leva puxão de orelhas de leitores
Comercial da Volkswagen com gato preto provoca
tanta polêmica que a montadora retira a propaganda do ar.
Blog considerou filme bem humorado e tachou entidades de intolerantes; leitores reagem: "Quem sabe vc pesquisa mais o assunto antes de falar sobre algo que vc definitivamente desconhece?"
Leia a íntegra do texto do Blog da Regina:
Blog considerou filme bem humorado e tachou entidades de intolerantes; leitores reagem: "Quem sabe vc pesquisa mais o assunto antes de falar sobre algo que vc definitivamente desconhece?"
Cena do comercial irritaram associações de proteção aos animais Crédito: Reprodução
Leia a íntegra do texto do Blog da Regina:
Até a noite
desta terça-feira, dia 5, o comunicado da Volkswagen postado um dia antes
informando que irá retirar do ar o comercial “Superstição” por conta das
manifestações acerca do tema tinha 1.390 comentários. Por curiosidade, dei uma
espiada em alguns deles e logo desisti tamanho era o desfile de grosserias e a
falta de um nível mínimo de educação entre os próprios supostos defensores dos
gatos sobre o assunto que ficam trocando ofensas em uma discussão vazia e sem
sentido. Os rápidos e eficientes ativistas dos direitos dos felinos que viram
na peça publicitária criada pela agência da montadora, a AlmapBBDO, uma
incitação à violência e ao preconceito contra os gatos pretos encontraram nas
redes sociais uma ótima caixa de ressonância para seus radicalismos. Não são só
eles, aliás. As redes sociais amplificam para o bem e para o mal qualquer tipo
de opinião, especialmente as mais deselegantes, expondo pessoas e tornando as
marcas mais vulneráveis.
A maneira que a Volkswagen encontrou para lidar com as manifestações foi retirar o comercial do ar. O filme em questão brinca de forma bem humorada com um elemento que faz parte da bagagem cultural de todo mundo que é a associação do gato preto ao azar e em nenhum momento estimula os maus tratos aos bichanos. Mas, como para quem tem um martelo na mão tudo o que encontra pela frente parece prego, o comercial provocou a ira das entidades protetoras dos gatos.
É incrível como a crescente intolerância do ser humano diante dele próprio, cujas demonstrações são diárias na nossa sociedade, não provoca tamanha reação nas pessoas. Esse excesso de puritanismo que vê no politicamente correto um escudo e uma forma para chamar a atenção para causas menores, além de demonstrar uma total falta de bom senso de parcela da nossa sociedade, é algo que veio para ficar e que se tornou ainda pior com as redes sociais. Um desafio e tanto para a publicidade. Agências e clientes, é claro, têm que ser responsáveis com o teor daquilo que veiculam, mas estão ficando cada vez mais com seu espaço para brincadeiras, piadas e bom humor - todos elementos que sempre fizeram parte do DNA da propaganda brasileira - mais estreito. E também mais chato e sem graça.
A maneira que a Volkswagen encontrou para lidar com as manifestações foi retirar o comercial do ar. O filme em questão brinca de forma bem humorada com um elemento que faz parte da bagagem cultural de todo mundo que é a associação do gato preto ao azar e em nenhum momento estimula os maus tratos aos bichanos. Mas, como para quem tem um martelo na mão tudo o que encontra pela frente parece prego, o comercial provocou a ira das entidades protetoras dos gatos.
É incrível como a crescente intolerância do ser humano diante dele próprio, cujas demonstrações são diárias na nossa sociedade, não provoca tamanha reação nas pessoas. Esse excesso de puritanismo que vê no politicamente correto um escudo e uma forma para chamar a atenção para causas menores, além de demonstrar uma total falta de bom senso de parcela da nossa sociedade, é algo que veio para ficar e que se tornou ainda pior com as redes sociais. Um desafio e tanto para a publicidade. Agências e clientes, é claro, têm que ser responsáveis com o teor daquilo que veiculam, mas estão ficando cada vez mais com seu espaço para brincadeiras, piadas e bom humor - todos elementos que sempre fizeram parte do DNA da propaganda brasileira - mais estreito. E também mais chato e sem graça.
Veja a reação dos leitores.
