| Renata e Farlei no quarto dela |
Aparelhos eletrônicos são presenças confirmadas desde o café da manhã até a hora de ir dormir
A estudante de Jornalismo e social media hamburguense Renata Arteiro, 21 anos, reserva seis horas diárias para o trabalho, de segunda a sexta-feira. Porém, centenas de outros minutos de seu dia são utilizadas por ela para conferir, na Internet, questões relacionadas às tarefas profissionais. Isso só é possível porque Renata faz parte da turma dos adeptos às novas tecnologias.
Longe dos fios, ela acessa e-mails, manda mensagens e monitora as redes sociais dos clientes que atende até mesmo enquanto escova os dentes. “Tenho notebook, netbook e um iPhone, que foi a melhor aquisição de uma viagem que fizemos aos Estados Unidos no final do ano passado”, comenta.
É pelo smartphone que a jovem responde aos e-mails da chefe, por exemplo. O netbook também tem local reservado para “dormir”, segundo ela, ao lado da cama. “Olho tudo que preciso no celular. Quando acordo é a primeira coisa que faço. Vejo as mensagens e dou uma passada pelas redes sociais dos clientes. Até durante as aulas eu estou conectada ao trabalho”, revela.
Alerta do namorado
Tomar café da manhã só se for acompanhada do telefone. Mas há quem não goste muito dessa mania de Renata. O namorado dela, Farlei Paul Filho, 24, é estudante de Engenharia Civil e não se cansa de alertá-la sobre o longo tempo dedicado em frente aos aparelhos eletrônicos. “Acho que ela extrapola. Me incomoda e eu sempre falo. Algumas vezes tiro o telefone da mão dela. Estamos na cama, conversando, e ela mexendo no iPhone”, conta. O pai e os amigos da hamburguense também já chamaram a atenção dela. “Eles dizem que quando estou com o telefone na mão, esqueço do resto do mundo”, conta.
No trem, nas festas e até mesmo parada em uma sinaleira, Renata não abandona o trabalho. De acordo com ela, diariamente, pelo menos quatro horas são destinadas às suas conexões longe da agência de marketing digital em que atua, em Porto Alegre. “Nunca parei pra calcular, mas é bastante mesmo. Às vezes fico com medo de usar no trem, mas preciso”, afirma, ao dizer que sua prioridade é o trabalho. “Há muito não olho o meu próprio Facebook. Não tenho tempo e não quero perder o foco”, conclui.
Via DC