Indígenas de Marãiwatsédé denunciam ameaças e clamam por segurança



Xavante


 Foto: Divulgação
“Não foi acidente, foi ameaça”, assim definiu Mário Paridzané ao descrever a perseguição e capotamento de um carro oficial dirigido por ele, que realizava o transporte de pacientes de Marãiwatsédé no último dia 3.
A hipótese propalada pela Associação dos Produtores Rurais da Suiá Missu (Aprub) e estampada nesta semana nos jornais de Mato Grosso de que o indígena teria ingerido bebida alcoólica ao volante ou simulado um acidente para acelerar o processo de desintrusão da Terra Indígena Marãiwatsédé soou como mais uma afronta à resistência Xavante em meio à pistolagem instalada na região entre São Félix do Araguaia, Bom Jesus do Araguaia, Alto Boa Vista e Ribeirão Cascalheira (MT) a serviço de fazendeiros que ocupam ilegalmente a terra indígena.

A perseguição por quatro veículos ao carro da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) dirigido pelo filho do cacique Damião Paridzané no último dia 3 foi mais um caso de atentado direto à integridade física dos indígenas que há 46 anos lutam para retornar e reocupar seu território tradicional. “Mário é habilitado, motorista profissional há muitos anos, e isso nunca aconteceu”, relata um indígena de Marãiwatsédé. Íntegra. 
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