Quando o doutor Michael Anderson ouve falar que seus pacientes de baixa renda têm dificuldades na escola elementar, geralmente lhes dá uma amostra de um remédio poderoso: Adderall.
As pílulas reforçam o foco e promovem o controle em crianças com TDAH (transtorno de deficit de atenção e hiperatividade). Embora o TDAH seja o diagnóstico que Anderson faz, ele chama o distúrbio de "inventado" e "uma desculpa" para prescrever um medicamento para tratar o que ele considera a verdadeira doença das crianças - fraco desempenho acadêmico em escolas inadequadas.
"Eu não tenho muitas opções", disse em uma entrevista Anderson, um pediatra de muitas famílias pobres em Cherokee County, ao norte de Atlanta.
"Decidimos como sociedade que é caro demais modificar o ambiente da criança. Por isso temos de modificar a criança."
Leia mais sobre o polêmico assunto: a prescrição de estimulantes para estudantes em dificuldades em escolas com pouco dinheiro - não para tratar TDAH, necessariamente, mas para melhorar seu desempenho escolar.