Após 22 anos da morte de Raul seixas, suas músicas permanecem
graças ao trabalho de milhares de fãs que tomam sua obra como guia pra ação e
reflexão. Sem anacronismos, os sonhos e os delírios cantados por Raul Seixas
são reapropriados e adotados como estilo vida; a sua idéia de uma metamorfose
ambulante cai como uma luva em tempos de identidades fluidificadas. Exemplares
idealtípicos dos sujeitos pós-modernos, os raulseixistas revelam uma
insatisfação com o existente e uma recusa às tentativas de transformação
macroscópica. Antes, retomam os instantes, buscando no presente uma soberania,
conjugando um ideal autônomo como uma crença no destino e defendendo=se ,
enquanto grupo, na negação da morte de Raul seixas, no vislumbro de um disco
voador e no sonho de uma Sociedade Alternativa.
o livro e uma versão revisada da tese de doutorado em
sociologia realizada pela autora em 2005.
