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Os chimpanzés reagem à morte de forma parecida à humana. A conclusão é de James Anderson, do grupo de comportamento e evolução do departamento de psicologia da Universidade de Stirling, na Escócia.
"Vários fenômenos têm sido considerados como
separadores entre o homem e as outras espécies, como a capacidade de
raciocinar, de falar ou de utilizar ferramentas, além da consciência de si
mesmo”, diz Anderson. “Mas a ciência mostrou que essas divisões são na
realidade mais relativas. A consciência da morte é um desses fenômenos
psicológicos atribuídos durante muito tempo somente aos humanos”, afirma.
Ainda segundo ele, “as observações que temos feito das
reações de chimpanzés reagindo à perda de seu par ou em seus últimos momentos
de vida indicam que são muito conscientes da morte e provavelmente de maneira
muito mais desenvolvida do que se suspeitava”.
O trabalho descreve as últimas horas e a morte, no dia 7 de
dezembro, de uma fêmea com mais de 50 anos, que vivia com um pequeno grupo
desses primatas no Parque de Safári Blair Drummond, na Escócia. Tudo foi
filmado. Nos dias que precederam à morte da fêmea, o grupo esteve muito
silencioso e com a atenção centrada nela, especialmente em seu rosto, ressalta
Anderson. Pouco antes de sua morte, os companheiros faziam muitas carícias na
veterana moribunda.
Via G1, com informações da France Presse.
Foto: Universidade de
Oxford
Os artigos “Chimpanzee
mothers at Bossou, Guinea, carry the mummified remains of their dead infants”,
de Dora Biro (Oxford University), Tatyana Humle (Universidade de
Kent, Canterbury), Kathelijne Koops (Universidade de Cambridge), ClaudiaSousa (Universidade
Nova de Lisboa) e Misato Hayashi e Tetsuro Matsuzawa (Universidade de Kyoto) e
“Pan
thanatology”, de James R. Anderson, Alasdair Gillies e Louise C. Lock foram
publicados na revista científica “Current Biology”, vol. 20, nº 8, de 27 de
abril.
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