por Alfredo Costa
Em dezembro de 2000, defendi minha dissertação de mestrado. Após
pesquisar em diversas capitais brasileiras, entre as principais conclusões do
trabalho eu afirmava orgulhoso que a comunidade financeira era constituída de
internautas e que no futuro toda a comunicação dirigida a esse público deveria
passar pela internet.
Essa grande “conclusão” hoje entra facilmente na categoria de humorismo.
Em menos de 12 anos, minha dissertação ficou gagá, senil: todo mundo sabe
disso, é o óbvio.
Máquinas de escrever, laudas, telex, teletipo e repórter "pendurado" no orelhão são coisas de outro mundo É mais fácil acreditar nos duendes e nos ET’s do Parque
da Serra Azul, em Barra do Garças, do que acreditar numa redação (ou curso de Jornalismo) que
funcione assim.
Por isso, hoje, data em que se comemora o dia mundial da internet, gostaria de rememorar a célebre frase de Marshal McLuhan, que tanto
ceticismo trouxe à época: “O meio é a mensagem”. Se vivo estivesse o
pesquisador canadense, gostaria de convidá-lo para tomar uma caipirinha e
celebrar a internet, que se tornou, conforme suas profecias, em uma extensão do corpo humano, revelando o potencial da tecnologia para melhorar a vida do ser humano.
E brindaríamos com outra célebre frase de um não menos famoso
brasileiro, Velho Guerreiro “Chacrinha”: “ Eu não vim
para explicar, eu vim para confundir”.
