Na manhã de ontem, 19, durante a I Semana Científica do Araguaia, que acontece no Campus II da Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT, em Barra do Garças, ocorreu uma mesa redonda com o tema “Biodiversidade e Desenvolvimento”.
A mesa foi composta pelos professores da UFMT Ricardo Stefani (da área de Ciências Exatas), Zenilda Lopes Ribeiro (da área de Ciências Humanas e Sociais), Sandro Cristiano de Melo (também da área de Ciências Humanas e Sociais) e a mediadora Cristina Filomena Justo.
A Professora Zenilda abordou a problemática do desmatamento provocado pela expansão das fronteiras da produção agropecuária, a questão da Amazônia Legal e a população indígena, considerando esta a a mais prejudicada com esse desenvolvimento.
O Professor Ricardo alertou sobre a má utilização de produtos naturais, pois muitas plantas não são economicamente viáveis. Mas citou algumas empresas de cosméticos, como a Natura, que usam plantas abundantes, altamente renováveis, ou seja, plantas que não têm risco de extinção. Segundo o professor, a exploração da biodiversidade só é possível se for economicamente viável.
O professor Sandro comparou o tema Biodiversidade e Desenvolvimento com o mito da Esfinge: “Decifra-me ou Devoro-te”, citando que o “desenvolvimento não é algo vinculado apenas ao setor da economia. Pode ser viável como desenvolvimento da ciência, do mundo corporativo, cultural, pessoal (com ênfase no desenvolvimento humano), sustentável e espacial”.
