São pelo menos 5 versões sobre o vazamento de dados sigilosos em 2010Jornais e jornalistas estão lucrando com a guerra do WikiLeaks contra o sigilo, enquanto os estúdios de Hollywood correm para adquirir os "direitos biográficos" dos principais envolvidos na publicação de milhares de documentos sigilosos do site.
Há pelo menos cinco versões cinematográficas da história do WikiLeaks em desenvolvimento por grandes companhias. Isso gerou uma disputa pelos direitos exclusivos de adaptação de livros e reportagens publicados sobre a saga.
A DreamWorks adquiriu os direitos sobre dois livros. Um deles é "WikiLeaks: Inside Julian Assange's War on Secrecy", de David Leigh e Luke Harding, dois repórteres do britânico "Guardian".
A produtora de cinema também fechou contratos com outros jornalistas do "Guardian", um dos diversos jornais que colaboraram com o WikiLeaks e seu fundador, Julian Assange.
A DreamWorks se recusou a comentar o projeto, mas uma pessoa que conhece bem a situação disse que o estúdio já havia investido mais de US$ 1 milhão em opções e direitos biográficos. Os contratos proíbem que repórteres e editores conversem sobre suas experiências com produtores de filmes rivais.
Bill Keller, editor-executivo do "New York Times", vendeu seus direitos biográficos a um segundo grupo de produção comandado por Mark Boal, roteirista que ganhou um Oscar pelo filme "Guerra ao Terror". O grupo de produção adquiriu uma opção de adaptação sobre um artigo de revista de Keller quanto ao WikiLeaks, e tanto ele quanto o "New York Times" receberão pagamentos.
A rede de TV a cabo HBO, da Time Warner, está trabalhando em um projeto com a BBC e adquiriu os direitos sobre uma reportagem da revista "New Yorker" cujo tema era Assange. Charles Ferguson, que ganhou um Oscar por seu documentário "Inside Job", dirigirá o filme.
Fonte: Folha de S. Paulo, com informações do Financial Times