'Lugar de mulher é onde ela quiser: Mulheres na segurança pública', será o tema de debate, nesta quarta na UFMT Araguaia
Evento Acadêmico
Agência Focaia
Redação
Nathalia Gonçalves
Marcos Antônio
Uma das participantes do evento, a defensora pública Lindalva Ramos,
que
fará parte do debate: “Mulheres na segurança pública”
- Foto: Barbara Argôlo.
Lugar de mulher é onde ela quiser: Mulheres na segurança pública. Este será o tema em discussão a ser realizado, nesta quarta-feira (20), na Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Araguaia (UFMT/CUA), na unidade de Barra do Garças. Organizado pelo Centro Acadêmico de direito (CAD), com atividades abertas para todos os cursos, a fim de promover debates acerca da desconstrução da visão retrógrada da sociedade sobre o papel da mulher.
De acordo com o 1º Coordenador-Geral do CAD, Gustavo Sanches Cardinal, o evento discutirá a respeito de que a mulher pode e deve ocupar o lugar que ela quiser. ‘’mas a temática abordada para ilustrar é a segurança pública por suas peculiaridades mais sexistas, trazendo os obstáculos que elas enfrentaram para chegar onde chegaram, como o dia-a-dia dessas mulheres em tais funções, e suas perspectivas sobre o tão debatido "lugar da mulher na sociedade", conclui.
Cardinal afirma que esse tema foi escolhido por englobar uma lógica de sexualização de certas funções e da rotulação de fragilidade da mulher. A sociedade machista considera "que não é lugar de mulher", principalmente na área da segurança pública, que envolve principalmente as delegacias de polícia e penitenciárias, áreas estas que são majoritariamente masculinizadas e ocupada por homens. A mulher para alcançar as funções de segurança e se manter nela, acaba por ter uma série de obstáculos que muito provavelmente um homem não teria, destaca.
De acordo com o 1º Coordenador-Geral do CAD, Gustavo Sanches Cardinal, o evento discutirá a respeito de que a mulher pode e deve ocupar o lugar que ela quiser. ‘’mas a temática abordada para ilustrar é a segurança pública por suas peculiaridades mais sexistas, trazendo os obstáculos que elas enfrentaram para chegar onde chegaram, como o dia-a-dia dessas mulheres em tais funções, e suas perspectivas sobre o tão debatido "lugar da mulher na sociedade", conclui.
Cardinal afirma que esse tema foi escolhido por englobar uma lógica de sexualização de certas funções e da rotulação de fragilidade da mulher. A sociedade machista considera "que não é lugar de mulher", principalmente na área da segurança pública, que envolve principalmente as delegacias de polícia e penitenciárias, áreas estas que são majoritariamente masculinizadas e ocupada por homens. A mulher para alcançar as funções de segurança e se manter nela, acaba por ter uma série de obstáculos que muito provavelmente um homem não teria, destaca.
Debatedores
O evento contará com a participação de Lindalva de Fátima Ramos (Defensora Pública de Barra do Garças), Sebastiana Angelica Lima (Agente Penitenciária da Cadeia Pública de Barra do Garças), Andrea Guirra (Policial Civil - Presidente da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica Contra a Mulher), Ismenia Vanessa (Policial Civil) e da professora Águeda Aparecida da Cruz Borges (UFMT/CUA) que será a moderadora da discussão.
Para a professora, a sua participação na mediação a sustenta entrar em outras áreas de conhecimento, que não especificamente a linguagem, mas relacionadas à linguagem. ‘’Vejo esse evento como uma oportunidade para eu discutir e me posicionar como um sujeito que aprende e como um sujeito também que diz sobre coisas que eu sei e que venho aprendendo na minha história de vida, de professora, de mulher, etc.’’, pontua.
Segundo a organização, o evento contará também com a participação do grupo "Meu corpo, Minha voz, Meu direito'', que fará uma apresentação cultural.
As inscrições serão feitas no site (aqui) até o dia 19, e terá a taxa colaborativa de 1kg de alimento não perecível, ser recolhido na entrada pelos organizadores. O resultado desta contribuição será repassado à Casa Terapêutica Maria Madalena, que ampara mulheres em situação de dependência química, vítimas de violência doméstica. Instituição responsável por abrigar mulheres em situação de risco na cidade de Barra do Garças.
Para a professora, a sua participação na mediação a sustenta entrar em outras áreas de conhecimento, que não especificamente a linguagem, mas relacionadas à linguagem. ‘’Vejo esse evento como uma oportunidade para eu discutir e me posicionar como um sujeito que aprende e como um sujeito também que diz sobre coisas que eu sei e que venho aprendendo na minha história de vida, de professora, de mulher, etc.’’, pontua.
Segundo a organização, o evento contará também com a participação do grupo "Meu corpo, Minha voz, Meu direito'', que fará uma apresentação cultural.
As inscrições serão feitas no site (aqui) até o dia 19, e terá a taxa colaborativa de 1kg de alimento não perecível, ser recolhido na entrada pelos organizadores. O resultado desta contribuição será repassado à Casa Terapêutica Maria Madalena, que ampara mulheres em situação de dependência química, vítimas de violência doméstica. Instituição responsável por abrigar mulheres em situação de risco na cidade de Barra do Garças.