Fenômeno El Niño preocupa especialistas e pode trazer consequências ambientais para municípios da região

Mariana Pimentel

Julyana Gonçalves

  


O fenômeno El Niño deverá gerar consequências para o Brasil, bem como aos países latino-americanos com o aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, que podem atingir aumento de até 0,7ºC, com alterações nas estações do ano.



 

A cidade de Barra do Garças ao fundo, na perspectiva da estátua do Cristo Redentor com 

vista partir da Serra Azul - imagem reprodução.




Como alerta o Instituto Nacional de Meteorologia há probabilidades de impactos no clima nas regiões brasileiras. Como informa o INMET, “que mesmo episódios muito intensos não produzem necessariamente os mesmos impactos em todas as regiões do Brasil”.


Pensando nisso, as autoridades ambientais da região trabalham com a proposta de evitar impactos ao meio ambiente, medidas que ocorrem todos os anos e que merecerá mais atenção com os alertas sobre o El Niño. 


Em Barra do Garças todo o ano a população se mostra atenta quanto aos efeitos da seca na área ambiental do município, que se não monitoradas, sobretudo as queimadas podem resultar em danos à flora e fauna, e, efetivamente, prejuízos à economia barra-garcense que dependa do turismo natural.

 

Queimadas em Barra do Garças

 

Conforme Blainy Danilo, secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Barra do Garças, o município atua em parceria com órgãos estaduais e federais por meio de ações integradas de prevenção e combate aos incêndios florestais, especialmente durante o período de estiagem.

 

Segundo ele, entre as medidas adotadas estão campanhas de conscientização, fiscalização ambiental, monitoramento de áreas de risco e apoio às operações realizadas no Parque Estadual da Serra Azul, em conjunto com o Corpo de Bombeiros Militar, Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA-MT) e demais instituições competentes.

 

Para evitar e combater as queimadas, a prefeitura de Barra do Garças conta com um brigadista que auxilia nas ações de prevenção, orientação à população e apoio às equipes de combate aos incêndios, fortalecendo a proteção ambiental do município, afirma o secretário.

 

Crimes ambientais

 

Apesar da estrutura montada pelo município de Barra do Garças, as autoridades suspeitam de crimes ambientais durante o período de seca, que podem ser provocados intencionalmente. 


Conforme o secretário, os principais crimes ambientais registrados na cidade, no entanto, não se resumem às queimadas e os incêndios ocasionados em áreas urbanas e rurais, mas também o desmatamento e a supressão irregular de vegetação nativa, o descarte inadequado de resíduos sólidos e entulhos, os maus-tratos e a criação ilegal de animais silvestres, além da poluição de cursos d’água e de áreas de preservação permanente.




Entrada Parque Estadual Serra Azul, cuja preservação da fauna e flora se torna um desafio 

durante o período de seca na região.




 

Em relação às punições, as penalidades seguem a legislação ambiental vigente, especialmente a Lei Federal nº 9.605/1998, Lei de Crimes Ambientais, e o Decreto Federal nº 6.514/2008, podendo variar de acordo com a infração cometida e sua gravidade.

 

Como adverte Blainy Danilo, as multas podem ir de valores menores para infrações simples até quantias elevadas em casos de queimadas ilegais, desmatamento ou danos significativos ao meio ambiente, além da aplicação de outras sanções administrativas e penais cabíveis.