Membros do Consua debatem criação de regimento que oficializa o conselho do Campus Araguaia

Conselho

Agência Focaia
Redação
Adailson Pereira


     Fotos: Adailson Pereira



Neste ano, o Conselho Administrativo e Acadêmico do Campus Universitário do Araguaia completou um ano de fundação. O Consua foi instituído pela portaria do Conselho Diretor em junho de 2017. As definições das diretrizes do Conselho foram decididas por docentes, servidores técnicos e representação estudantil em comissão, que analisaram e discutiram normas para seu funcionamento, com reuniões realizadas no ano passado. A presidência da entidade  é exercida pelo pró-reitor do Campus Araguaia (CUA) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Paulo Jorge da Silva.

Um dos pontos de destaque, nos objetivos da entidade que motivaram o seu surgimento, foi o de definir projetos de interesse acadêmico para a instituição da região do Araguaia, que dizem respeito à dinâmica da graduação e pós-graduação, além da infraestrutura do Campus.

Segundo o professor e um dos representantes do Instituto de Ciências Exatas e da Terra (ICET) no Consua, Ivairton Monteiro Santos, os conselheiros têm a função de avaliar as pautas apresentadas nas reuniões e decidir democraticamente, de acordo com o voto da maioria dos membros, a respeito do tema proposto. “É comum que certas pautas tenham uma comissão composta por conselheiros, ou relator, que avaliam o tema e apresenta um relatório com seu voto a respeito da temática, para apreciação do pleno”, diz Santos.

 As reuniões do Consua deveriam acontecer em todas as penúltimas terças-feiras de cada mês, às 14h, na sala da pró-reitoria.  Porém, como avalia Santos, isso não ocorre e “prejudica bastante as atividades do conselho”.

De acordo com o pró-reitor do CUA, Paulo Jorge da Silva (foto ao lado), algumas reuniões não ocorrem em razão de alguns acontecimentos na universidade. “Tivemos as férias docentes e recentemente a greve estudantil, isso afetou nossas reuniões, porém mesmo durante o movimento dos estudantes, realizamos duas seções extraordinárias”.

Conselho diretor

Atualmente, o Conselho diretor do Consua é formado por 15 conselheiros, composto por corpo docente, técnico e graduação (veja a lista dos membros no final da matéria). As normativas que foram definidas inicialmente pela comissão, que deu origem ao conselho de Campos, no entanto, para ser oficializado, precisam ser discutidas pelos conselheiros eleitos, na criação de  novo regimento, que está em discussão. 

“A reunião que vai oficializar definitivamente o Consua deverá acontecer logo depois que retornamos nossas atividades pós-férias de agosto”, relata Silva. Entretanto, segundo ele, não existe uma data exata para a reunião acontecer.

Dentre as mudanças no regimento, está à inclusão de mais dois conselheiros, que são: o gerente de graduação e de pós-graduação. Entre outros fatos, vai ser tratada também a duração de cada membro no cargo. Haja vista que dos 15 conselheiros, cinco são natos (pró-reitor, diretores de cada instituto e a gerência administrativa e de planejamento) e dez representantes eleitos por órgãos da instituição.

O presidente diz que todos os conselheiros natos e eleitos têm direito ao voto na tomada de decisões nas reuniões do conselho do campus. Ele ainda relata que elas são abertas ao público acadêmico, mas ressalta que devem ser criadas novas regras para  que, essas pessoas da comunidade universitária, as quais não fazem parte do Consua, tenham participação em decisões importantes. 

“Geralmente nos conselhos, a participação de pessoas externas se dá quando precisa fazer alguns esclarecimentos, a greve estudantil é um exemplo, demos voz aos estudantes para que pudessem expor seus argumentos”.

Projetos

Para este início de funcionamento do Conselho, segundo Ivairton Monteiro, uma das deliberações foi à formação de uma comissão para apresentar proposta de plano de expansão e ocupação para o Campus Araguaia, ou seja, melhorar a infraestrutura e a construção de novos prédios, de acordo com a demanda da universidade.

Segundo Paulo Jorge, outra pauta discutida foi em relação à criação de um plano estratégico, o qual terá como finalidade decidir o futuro da universidade, em relação à implantação de novos cursos. O presidente cita que também foi discutido o problema da biblioteca.

“Alguns livros do ICHS que estavam na unidade de Pontal do Araguaia foram trazidos para cá e vice versa. Outras melhorias foram feitas, como a fixação de grades entre a biblioteca e o espaço de convivência, a passagem de pessoas naquele corredor”, que visa segundo o pró-reitor, diminuir os barulhos feitos pelos acadêmicos, que acabam prejudicando quem estuda na biblioteca.

Em relação à reivindicação à independência do Campus Araguaia, Paulo Jorge relata que até o momento essa pauta não foi discutida no conselho. “Isso é um assunto que deve ser tratado em longo prazo”.

Greve estudantil

A acadêmica do curso de Enfermagem, Aline Aparecida Rodrigues é a representante de graduação no Consua. Segundo ela, o conselho se mostrou favorável na luta estudantil contra o aumento de valor das refeições do restaurante universitário. “Nas reuniões foram colocadas em pauta à variação de realidades pessoais dentro do campus, foi enviado um memorando a reitora Myrian Serra, com o parecer de todo o conselho sobre os efeitos do reajuste exploratório que estava para ocorrer”, diz.

Rodrigues ainda relata que uma das preocupações do conselho em relação à política de alimentação foi que muitos estudantes não iriam ter assistência estudantil, caso o valor da alimentação fosse aprovado. “Protocolamos um documento informando esses motivos no Sistema Eletrônico de Informações (SEI), Diretório Central dos Estudantes (DCE) e uma nota de apoio que foi levado durante as reuniões que ocorreram em Cuiabá”.

Paulo Jorge relata que mesmo com apoio do conselho no movimento estudantil, para ele antes de entrar em greve deveria ter mais diálogos entre a reitoria e os estudantes. “Acho que com a conversa, o problema poderia ter sido resolvido mais rápido, não teria prolongado, como foi essa paralisação que durou dois meses”.

Conselheiros

Prof. Paulo Jorge da - Presidente - Pró-Reitor do CUA
Profª. Lennie Aryete Dias Pereira Bertoque - Diretora do ICHS
Profª. Loysse Tussolini - Diretora do ICET
Profª. Eliane Augusto Ndiaye - Diretora do ICBS
Servidor técnico - Aline French de Lima Vitorino - Gerente de Administração e Planejamento
Prof. Edson Luiz Spenthof - Docente representante do ICHS
Prof. Luis Antônio Bitante Fernandes - Docente representante do ICHS
Prof. Ivairton Monteiro Santos  - Docente representante do ICET
Prof. Euro Roberto Detomini  - Docente representante do ICET
Profª. Paula Cristina de Souza Souto  - Docente representante do ICBS
Prof. Frederico Jorge Saad Guirra  - Docente representante do ICBS
Servidor técnico - José Bonfim Moraes  - Representante dos Técnicos- Administrativos
Servidor técnico - Rodrigo Ferreira de Azevedo - Representante dos Técnicos- Administrativos
Estudante - Aline Aparecida Rodrigues - Representante dos discentes de Graduação
Estudante - Thalita Hellen de Castro Lima  - Representante dos discentes de  Pós-Graduação