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Agencia Focaia
Redação
Vasco Aguiar
Adailson Pereira

O Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) da Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Araguaia, promoveu nesta segunda-feira (6), a 2ª Edição do “ICHS InterAtivo”, com debate do tema: “História, lutas e conquistas da mulher negra na sociedade”. A palestrante convidada foi a professora mestre representante do Coletivo Negro da UFMT/Cuiabá, Zizele Ferreira dos Santos. A mediação ficou a cargo da docente do curso de Biomedicina da UFMT Araguaia, Luana dos Anjos Ramos.

    Foto: Fernando Lino    
    A professora Zizele dos Santos (de branco) em apresentação musical junto à acadêmicos da UFMT/CUA, no encerramento da palestra

Professora convidada a ministrar a palestra da noite, Zizele relata como enxerga a inserção do negro(a) em áreas distintas. “Existem áreas que são mais fáceis do negro frequentar, como a prestação de serviços. Faço parte de uma minoria negra na academia universitária, eu me vejo cotidianamente explicando, sendo obrigada a provar que não faço parte de um povo inferior, é uma luta diária, e estar aqui é uma conquista”.

A palestrante contextualiza a importância do negro que consegue entrar na universidade. “Quando você é preto e pobre chega à universidade, carregando todo o seu bairro junto com você. Sua experiência se torna um reflexo para o seu bairro, para seus amigos, aqueles que conviveram com você durante toda sua vida”. Para ela, o negro(a) deve sair da universidade e fazer a diferença, se colocar profissionalmente, ser valorizado pelo que conquistou.
  
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Diretora do ICHS, professora e organizadora da palestra, Lennie Bertoque conta estar satisfeita com os resultados dos eventos em que a temática do negro na sociedade foi o foco. “Fico feliz de ver a participação dos cursos do instituto em nossos debates, precisamos discutir questões sociais e humanas, essa é a função do ICHS”. Para ela, o instituto deve ter um diálogo com a comunidade, suas pesquisas devem extrapolar os muros da universidade.

Bertoque explica que a primeira edição do ICHS InterAtivo, cujo tema foi “O protagonismo negro na universidade", surgiu em razão da proximidade com a comemoração do dia da Consciência Negra. “A partir disso decidimos tratar da negritude como tema do semestre no instituto”.

Sobre os próximos eventos, a diretora adianta já possuir a temática: “a questão indígena será nosso futuro eixo de debates. O ICHS está se comprometendo a fazer ações em conjunto com o Programa de Inclusão Indígena (Proind) e  a Assistência Estudantil Indígena. Queremos dar luz a este assunto na universidade, é necessário”, afirma.  

Mas Bertoque esclarece que a mudança de tema não significa esquecer o que já foi tratado, “não vamos deixar de falar da questão do negro, continuaremos”. Segundo ela, a intenção é dar foco a uma temática mas continuar dedicando atenção a assuntos já tratados. Para isto considera importante as plataformas digitais do instituto, que devem servir para debates sobre todos os assuntos.

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