Por Antonio Silva
No mínimo um excesso de capitalismo trôpego o que fez o juiz americano conservador Thomas Griesa, de Nova York, afagar o lado mercenário de megaempresários do jogo financeiro internacional, contra a Argentina – fundo especulador simbolizado como abutre. A batalha do país vizinho contra os altíssimos juros da dívida contraída no país levou o governo de Fernando Del Rúa, em 2001, a não pagar os seus credores. Depois, Néstor Kirchner na sua gestão negociou com os agentes das dívidas valores menores.
Nem todos aceitaram, numa parcela em torno de 7%, que foram para a justiça. O jogo é simples, esse grupo entra no cassino financeiro, compra a dívida a custo de bananas, depois demanda até conseguir resultado e ganha milhões. Um jogo pra lá de sujo, que empobrece uma nação dependente e tira das pessoas o direito a qualidade de vida.
Agora se estabelece o impasse, Griesa no alto de sua habilidade capitalista americana, entendeu que é fazer justiça dar ganha de causa aos abutres, os 7% do jogo financeiro. Como em contrato, se houver atualização de valores para algum dos credores o repasse deverá ser para todos.
Se o governo argentino decidisse o acerto com a pequena parcela, teria de arcar com valores maiores para todos. Levaria os argentinos a grandes dificuldades financeiras, com quebra de sua economia – não deve ceder. Realmente um belo jogo de cartas marcadas e dinheiro para o caixa dos especuladores.
O pior é imaginar que na ciranda global financeira, um país passa depender dos movimentos econômicos de outras nações, geralmente aquelas que detêm créditos econômicos, como é o caso dos bancos da Europa e Estados Unidos, especialmente.
Um jogo que os países periféricos, como o Brasil e vizinhos latino-americanos, perdem de todo jeito, como em um cassino alegante, refém dos interesses dos grupos financeiros que especulam e ganham com facilidade a riqueza produzida pela população na periferia.
Um ponto precisa ficar claro, nos países periféricos existem as elites econômicas que aliam aos grandes da economia global, os chamados players, e são seus porta-vozes, que habitualmente são vistos defendendo interesses nos grandes jornais brasileiros, no nosso caso; e na mídia Argentina também.
Quem paga a conta? Os pobres que não conseguem poupar e convivem com juros e inflações; e a classe média que vive em busca de ser da alta sociedade, mas está sempre tirando a carteira do bolso, no final. O jogo não está circunscrito a um só lugar, e sim globalizando com grupos econômicos que trocam informações e se juntam para defender o modelo que gera resultado financeiro para os 5%, grupo formado por milionários.
Os Argentinos estão sendo injustiçados, mais uma vez nas disputas com o sistema financeiro americano. Os brasileiros conhecem bem esta história, quando convivemos com a dependência do FMI e Banco Mundial. Ainda, a história tem capítulos e depende do governo de plantão para defender a dependência destes grandes centros financeiros abutres.
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Antonio Silva é professor da UFMT, Campus Araguaia.
| Fonte Site Terra – No dia da bandeira argentina, cidadãos participam de cerimônia oficial com cartazes contra os “fundos abutres” da renegociação da dívida argentina |
No mínimo um excesso de capitalismo trôpego o que fez o juiz americano conservador Thomas Griesa, de Nova York, afagar o lado mercenário de megaempresários do jogo financeiro internacional, contra a Argentina – fundo especulador simbolizado como abutre. A batalha do país vizinho contra os altíssimos juros da dívida contraída no país levou o governo de Fernando Del Rúa, em 2001, a não pagar os seus credores. Depois, Néstor Kirchner na sua gestão negociou com os agentes das dívidas valores menores.
Nem todos aceitaram, numa parcela em torno de 7%, que foram para a justiça. O jogo é simples, esse grupo entra no cassino financeiro, compra a dívida a custo de bananas, depois demanda até conseguir resultado e ganha milhões. Um jogo pra lá de sujo, que empobrece uma nação dependente e tira das pessoas o direito a qualidade de vida.
Agora se estabelece o impasse, Griesa no alto de sua habilidade capitalista americana, entendeu que é fazer justiça dar ganha de causa aos abutres, os 7% do jogo financeiro. Como em contrato, se houver atualização de valores para algum dos credores o repasse deverá ser para todos.
Se o governo argentino decidisse o acerto com a pequena parcela, teria de arcar com valores maiores para todos. Levaria os argentinos a grandes dificuldades financeiras, com quebra de sua economia – não deve ceder. Realmente um belo jogo de cartas marcadas e dinheiro para o caixa dos especuladores.
O pior é imaginar que na ciranda global financeira, um país passa depender dos movimentos econômicos de outras nações, geralmente aquelas que detêm créditos econômicos, como é o caso dos bancos da Europa e Estados Unidos, especialmente.
Um jogo que os países periféricos, como o Brasil e vizinhos latino-americanos, perdem de todo jeito, como em um cassino alegante, refém dos interesses dos grupos financeiros que especulam e ganham com facilidade a riqueza produzida pela população na periferia.
Um ponto precisa ficar claro, nos países periféricos existem as elites econômicas que aliam aos grandes da economia global, os chamados players, e são seus porta-vozes, que habitualmente são vistos defendendo interesses nos grandes jornais brasileiros, no nosso caso; e na mídia Argentina também.
Quem paga a conta? Os pobres que não conseguem poupar e convivem com juros e inflações; e a classe média que vive em busca de ser da alta sociedade, mas está sempre tirando a carteira do bolso, no final. O jogo não está circunscrito a um só lugar, e sim globalizando com grupos econômicos que trocam informações e se juntam para defender o modelo que gera resultado financeiro para os 5%, grupo formado por milionários.
Os Argentinos estão sendo injustiçados, mais uma vez nas disputas com o sistema financeiro americano. Os brasileiros conhecem bem esta história, quando convivemos com a dependência do FMI e Banco Mundial. Ainda, a história tem capítulos e depende do governo de plantão para defender a dependência destes grandes centros financeiros abutres.
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Antonio Silva é professor da UFMT, Campus Araguaia.