Imagine uma sala
de aula onde temas como Marco Civil, Lepo Lepo, Valesca Popozuda, chats pelo
WhatsApp e até mesmo memes* da internet pudessem entrar sem censura. Seria
ideal, não? Pois saiba que essa sala existe. E como em qualquer reunião de
amigos, ela também obedece a locais e horários definidos. Se bem que, nada é
tão rígido assim. Ficou interessado? Então, escolha já o seu lugar na sala mais
eclética da internet. Aqui, todos são professores e aprendizes. Todos colaboram
e todos participam.
E se a onda é
compartilhar, por que não aproveitar o espaço virtual para provocar uma
educação mais atual, informativa e divertida? Seja na web, na escola ou no
ambiente familiar, o aprendizado e a linguagem podem (e devem) se relacionar de
forma pacífica. Afinal, aplicativos e plataformas como blogs para professores
já são uma realidade em muitas escolas. Que dizer de conteúdos mais específicos
com vídeos e podcasts?
Imersos nessa
nova geração e, principalmente na cultura colaborativa, um projeto na cidade
vem inovando de forma criativa e bastante divertida. Entre os defensores e
colaboradores da Sala, está o publicitário brasiliense Leo Maia. “Cada vez mais
é possível aprender junto na web, compartilhar aprendizados e construir coisas
novas através dessa poderosa ferramenta que é a internet. E a escola precisa
tomar esse espaço para aprender a ensinar e, não apenas, proibir o acesso a
rede ou o uso do celular em sala de aula”, argumenta.E o melhor de tudo isso, é que o projeto nasceu em Brasília. Mais precisamente dos corredores da Universidade de Brasília (UnB) que a Sociedade de Linguística Aplicada, Cultura Digital e Educação foi fundada pela professora Leila Ribeiro, à época cursando Mestrado em Linguística. De 2007 para cá, a SALA - como é carinhosamente chamada - ganhou um sítio na internet e uma grande leva de colaboradores. Atualmente são quase 30 pessoas, dentre professores, pesquisadores e voluntários, que colaboram ativamente no projeto.
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