Por Antonio Silva



Em São Paulo grupo de estudantes da Venezuela faz protesto na USP, em palestras iniciadas ontem na Faculdade de direito, com o objetivo de sensibilizar brasileiros e governo de Dilma Rousseff, contra o atual presidente do país Nicolás Maduro.

Com uma sociedade dividida entre os que apoiam o atual governo e a oposição, a nação vive dias difíceis na política. É fato, entretanto, que esta não é uma realidade de tempos atuais, para os venezuelanos.

O petróleo, sendo o principal produto da frágil economia do país, cria um mundo de interesses que atingem diretamente a população. A Venezuela conviveu com governos autoritários e conservadores – desde sua independência -, que enriqueceram uma elite do país, sem resolver a miséria que assola milhares de pessoas.

A tomada do poder por um governo centralizador e popular como o de Hugo Chávez seria o caminho natural de uma sociedade em conflitos entre os ricos e os muitos pobres.

Aliás, esta é uma realidade da América Latina que convive com a subserviência de uma elite nacional aos interesses de grandes potências econômicas, elevando ainda mais a condição de pobreza de milhares de pessoas.

Os Estados Unidos, por mais que não se mostre repetitivo, continuam com sua forte interferência na região, sempre com olhos voltados para os ganhos no petróleo e ordem para o domínio social.

Infelizmente, os latino-americanos convivem com a dependência e pobreza – com dificuldades de ascender as grandes economias mundiais -, embora em meio à riqueza natural e cultural dos seus povos.

Nicolás Maduro, ao assumir um governo de maneira centralizara e, por vezes, autoritária recebe apoio de milhares de pessoas pobres da Venezuela, o que torna a divisão uma questão política de difícil solução. Pois, a governança por um conservador poderá criar revoltas da parte desafortunada do país, e a crise continua.

A melhor saída, portanto, deve ser institucional. A oposição deve vencer Maduro nas urnas e não exatamente exigir um golpe de Estado, com apoio dos demais países da América Latina, que de alguma forma conhece de perto esta realidade.

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Antonio Silva é Jornalista e professor da UFMT - Campus Araguaia.

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