por Alberto Dines em 14/01/2014 na edição 781
Não se pode dizer que a grande mídia está protegendo o clã Sarney. Mas não parece suficientemente indignada com a apatia dos donatários da capitania diante de tantas denúncias nacionais e internacionais e suas cínicas explicações.
A mídia está pisando em ovos, pautando-se pelo grau de intensidade das reações federais, quando o normal seria o contrário: a imprensa pressiona o Executivo, que não tem outra alternativa senão descontar em cima dos governadores relapsos ou seus padrinhos.
Para começar: o noticiário relativo às ocorrências no presídio de Pedrinhas, em São Luís (MA), e seus desdobramentos na esfera política e judicial, está sendo chutado para os cadernos secundários destinados à cobertura local (“Cotidiano” na Folha de S.Paulo, “Metrópole”, no Estado de S.Paulo). Exceto no Globo.
Mudanças no trânsito de São Paulo ocupam a capa do caderno, o horror em Pedrinhas vai para as páginas internas. Esta catástrofe humanitária e política, de interesse nacional, mostrada ao mundo por meio de um vídeo horripilante e denunciada pela ONU e OEA não pode ficar escondida. Não reverbera e se não reverbera, evapora.
Leia a íntegra.

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