Por Antonio Silva
Longe de acreditar que a mídia é dispensável, torna-se importante entende-la, considerando suas prerrogativas editoriais, jornalísticas e empresariais.
Na leitura dos jornais periodicamente, com entendimento da história
que vem sendo contada em capítulos, temos a noção clara de que a
organização do texto jornalístico se refere à busca de formatar ideias,
capazes de manter um modelo social. Os acontecimentos mais importantes
são apresentados no jornalismo diariamente, mas o que se diz sempre
aponta para determinado fim que se mostra muito claro.
Assim, o presidente conservador (neoliberal o defenda esta tese) eleito não cometeu qualquer ilegalidade. Se cometeu e ficou visível é para o bem da humanidade que mantenha sua vitória (com ajuda das organizações internacionais, o semideus da verdade), ou seja, em conformidade com um modelo que deve defender intransigentemente.
Paradoxal? Não exatamente. O jornalismo vai se construindo partidário, com sempre foi, mas agora (nesta pós-modernidade) de maneira mais ativa, sem a preocupação em deixar o leitor inseguro, intrigado.
A fala de um tucano em alguns jornais tem mais peso do que o de determinados petistas em ano eleitoral – Fidel Castro, Evo Morales, Nicolas Maduro são ditadores desde crianças. Governos que valoriza o estado-do-estar social devem ser execrados, independentemente de suas avaliações de popularidade – seja em seus países.
No Brasil um intelectual (conservador, veja bem) da USP deve ter mais credibilidade do que uma testemunha de um fato, seja lá qual grau de instrução tiver – Marilena Chauí, como exemplo, (embora da USP) tem pensamento que não serve a propósito e precisa ser demonizada
No final, o que se vê é uma guerra ideológica, que serve uma espécie de estratégia de convencimento, atingindo “a mente” social, de maneira a conduzir para determinados fins, pré-estabelecidos.
Realmente; esta é uma discussão desnecessária porque sempre foi assim, desde que o mundo é mundo. Ou realmente é necessária porque o mundo nem sempre foi social, mas destaca figuras no poder, para manter o modelo de pensamento, que resulta neste mundo persistente e injusto.
Longe de acreditar que a mídia é dispensável, torna-se importante entende-la, considerando suas prerrogativas editoriais, jornalísticas e empresariais.
Talvez (sem convicção) o jornalismo (conservador e tradicional, veja bem) esteja na mesma rede das demais instituições sociais (históricas), dentre elas a religião, a política (de Estado) e o futebol da FIFA.
***
Antonio Silva é Jornalista, professor da UFMT, Campus Araguaia.
Longe de acreditar que a mídia é dispensável, torna-se importante entende-la, considerando suas prerrogativas editoriais, jornalísticas e empresariais.
Assim, o presidente conservador (neoliberal o defenda esta tese) eleito não cometeu qualquer ilegalidade. Se cometeu e ficou visível é para o bem da humanidade que mantenha sua vitória (com ajuda das organizações internacionais, o semideus da verdade), ou seja, em conformidade com um modelo que deve defender intransigentemente.
Paradoxal? Não exatamente. O jornalismo vai se construindo partidário, com sempre foi, mas agora (nesta pós-modernidade) de maneira mais ativa, sem a preocupação em deixar o leitor inseguro, intrigado.
A fala de um tucano em alguns jornais tem mais peso do que o de determinados petistas em ano eleitoral – Fidel Castro, Evo Morales, Nicolas Maduro são ditadores desde crianças. Governos que valoriza o estado-do-estar social devem ser execrados, independentemente de suas avaliações de popularidade – seja em seus países.
No Brasil um intelectual (conservador, veja bem) da USP deve ter mais credibilidade do que uma testemunha de um fato, seja lá qual grau de instrução tiver – Marilena Chauí, como exemplo, (embora da USP) tem pensamento que não serve a propósito e precisa ser demonizada
No final, o que se vê é uma guerra ideológica, que serve uma espécie de estratégia de convencimento, atingindo “a mente” social, de maneira a conduzir para determinados fins, pré-estabelecidos.
Realmente; esta é uma discussão desnecessária porque sempre foi assim, desde que o mundo é mundo. Ou realmente é necessária porque o mundo nem sempre foi social, mas destaca figuras no poder, para manter o modelo de pensamento, que resulta neste mundo persistente e injusto.
Longe de acreditar que a mídia é dispensável, torna-se importante entende-la, considerando suas prerrogativas editoriais, jornalísticas e empresariais.
Talvez (sem convicção) o jornalismo (conservador e tradicional, veja bem) esteja na mesma rede das demais instituições sociais (históricas), dentre elas a religião, a política (de Estado) e o futebol da FIFA.
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Antonio Silva é Jornalista, professor da UFMT, Campus Araguaia.