Por Magdalena Saldaña
Apesar do interesse que os jornalistas latino-americanos mostram pela prática do jornalismo investigativo, existe uma importante falta de capacitação profissional nas escolas de jornalismo e de recursos para exercê-lo nas redações da região, segundo revelou uma recente pesquisa produzida pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas.
A pesquisa foi enviada a  9.900 jornalistas, professores de jornalismo e estudantes de 20 países da América Latina que recebem o boletim de notícias do Centro Knight ou participaram em nossos cursos e atividades. O objetivo foi estudar tanto o estado do jornalismo investigativo na América Latina como as técnicas de reportagem investigativa ensinadas nas escolas de jornalismo e comunicação da região.
72% dos quase 1.600 jornalistas que responderam a pesquisa participa de projetos investigativos de maneira contínua ou esporádica; contudo, só 27% trabalha em meios com equipes dedicadas exclusivamente à investigação jornalística. Quanto a suas percepções sobre a prática deste ramo do jornalismo, 73% dos entrevistados pensam que em seu país se exerce o jornalismo investigativo, mas só 43% acreditam que os meios de comunicação se preocupam em fazer este tipo de jornalismo.
Consultados acerca do ensino do jornalismo investigativo em seus respectivos países, os entrevistados deram uma nota média de 3,8 à qualidade do ensino em uma escala de 1 a 7, embora esta avaliação seja ligeiramente mais alta entre os professores da área (4,3). A falta de profissionalização e a carência de recursos nos veículos foram mencionadas como os maiores problemas enfrentados hoje pelo jornalismo investigativo.  Leia mais em Jornalismo nas AMÉRICAS

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