Ele tomou uma direção oposta à de seus colegas: foi honesto.
Eles
Eles
Um veterano apresentador da BBC deu o depoimento mais importante sobre o nascimento do filho de Kate Middleton e o príncipe William. Do lado de fora do hospital Saint Mary, onde a duquesa de Cambridge estava prestes a parir o herdeiro do trono, terceiro na linha sucessória, Simon McCoy dava plantão quando entrou ao vivo.
Visivelmente entediado, resolveu ser sincero e direto. “Muito mais coisas devem acontecer aqui, mas nenhuma delas é notícia. Até lá [o anúncio oficial], nós estaremos especulando, sem fatos.”
E então começa a ler, na maior, mensagens enviadas à emissora por telespectadores. “Vamos lá, BBC. As pessoas têm filhos o tempo todo. Dêem-nos o resto do noticiário”; “Que monte de besteira”. Evidentemente que ele concordava com todas elas.
McCoy não deu apenas uma aula ligeira de wit, a forma mais sofisticada de ironia, praticamente um patrimônio da Inglaterra. Se fosse no Brasil, provavelmente estaria na rua (é impensável Pedro Bial, por exemplo, fazer um desabafo do gênero num Big Brother, o maior amontoado de lixo desde a criação da conta no Twitter de Marco Feliciano).
McCoy fez o comentário mais preciso acerca da obsessão doentia com uma irrelevância — e, particularmente, com a família real inglesa. A cobertura da mídia de todo o mundo é inacreditável. A jornalista Tina Brown, do site Daily Beast, editora de quatro costados, se rejubilou com a performance de Kate: “Ela fez a coisa tradicional e nos deu um príncipe. Ela nos deu um rei.” Ainda bem que não era uma menina! Tina tomou as devidas cacetadas das feministas.
McCoy praticou jornalismo verdade. A “notícia” definitiva do nascimento é a seguinte:
. Uma mulher casada, em idade de ter filhos, deu à luz um menino.
. O acontecimento se deu após nove meses de gravidez.
. Ambos, mãe e criança, passam bem.
. Espera-se agora que o bebê cresça.

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