O dia em que o morro descer e não for carnaval

POR MARCELOTAS


Formação de ala das crianças na Rocinha: passeata pode seguir até a casa do governador Cabral no Leblon (Foto: Christophe Simon/AFP)
 O governador Cabral é um “jovem” impetuoso, carioca com tantos anos de praia quanto de malandragem política, mas aposto que nunca esperava que seus brothers, os cidadãos das Cidade Maravilhosa, fossem um dia inventar uma tecnologia para fazê-lo sentir, de verdade, o que é ser parte do povão.

Desde o final de semana, jovens do movimento das ruas, a Revolução do Vinagre, se reuniram no Leblon, com suas mochilas e sleeping-bags coloridos, para acampampar na Delfim Moreira, o metro quadrado mais do Brasil e um dos mais caros da galáxia, com a intenção de apurrinhá-lo no seu ir e vir para casa. Conseguiram!

Cabral, com seu jeitinho inzoneiro, tinha conseguido tirá-los de lá hoje à tarde, com uma ajudinha de alguns personagens truculentos segundo algumas línguas, propondo um bate-papo no palácio. Pois bem, agora, enquanto dedilho essas linhas, populares dos agora famosos Vidigal e da Rocinha, desceram o morro e estão a caminho do apê cabralino.
Vai uma trilha sonoro para o fenômeno, escrita por Wilson das Neves e Paulo Cesar Pinheiro (1998).

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