Nos EUA, grupo que oferecia “cura gay” pede desculpas e fecha as portas. Em comunicado, a Exodus se desculpou com homossexuais por “anos de pré-julgamentos da Igreja como um todo”

Foram 37 anos dizendo que a homossexualidade era um desvio. A missão era, até esta quarta-feira (20/06), “ajudar” os gays a reencontrar “o caminho para ser um cristão pleno”. No entanto, a organização Exodus International mudou de ideia, pedindo desculpa pelos tempos de represálias aos casais do mesmo sexo. “Uma nova geração de cristãos está procurando mudanças. Ele querem ser ouvidos”, afirmou à imprensa dos EUA o líder da entidade, Tony Moore.
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A organização Exodus International enfrentou vários protestos por oferecer a “cura gay” (Foto: Reprodução)
A Exodus anunciou ontem que vai fechar as suas portas e não irá mais oferecer a “cura gay”, que foi o carro chefe da organização desde 1976, quando começou a “recuperar” as pessoas. “ Nós fazemos parte de uma comunidade conservadora cristã. Mas nós cessamos e agora queremos vida, um organismo que respira”, disse Moore.
Em um comunicado oficial, a Exodus pediu desculpas aos homossexuais por “anos de pré-julgamentos da Igreja como um todo”.
“É estranho fazer parte de um sistema de ignorância que perpetua e fere o sentimento das pessoas. Hoje é como se eu tivesse acabado de acordar e perceber como é doloroso ser um pecador nas mãos de uma igreja com raiva”, afirmou o presidente da Exodus, Alan Chambers, à rede CNN.
Chambers é, inclusive, um dos “curados” pela Exodus. Antes de passar pela entidade, se reconhecia como homossexual. Hoje, com esposa e filhos e só após o fechamento da Exodus, assume que continua a sentir “atração pelos dois sexos”.

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