Foi com o pensamento de que “não existe pergunta idiota ou estúpida” que o jornalista Vannildo Mendes, da Agência Estado, questionou o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) na manhã desta quarta-feira, 27. Ele perguntou se o momento é oportuno para intervir em favor de dois brasileiros condenados à pena de morte na Indonésia, diante da crise pela qual passa a Comissão dos Direitos Humanos da Câmara. O parlamentar classificou a questão como estúpida e afirmou que a Casa não enfrenta nenhuma turbulência.
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Marco Feliciano encerra entrevista ao ficar “triste” com pergunta “estúpida”
Interrogado pelo Comunique-se se considera que sua pergunta foi estúpida, Mendes ri e afirma que não há perguntas impróprias. “A resposta que é idiota e estúpida. A pergunta foi serena, pode ser incômoda, mas esse é o papel do jornalista”. Ele conta que já passou por situações semelhantes, mas não fica constrangido em questionar, já que “são ossos do ofício”.
Apesar de estar acostumado com atos do tipo, o repórter se diz surpreso com a atitude do deputado, que é o presidente da Comissão dos Direitos Humanos. “Foi uma reação destemperada e me causou surpresa por partir de um pastor, de um político. Ele se colocou em uma situação constrangedora”.
Em Brasília há 30 anos e no Estadão há 14, Mendes avalia que faz parte das funções de um presidente de comissão defender brasileiros contra penas de morte. “O que se questiona é ele [Feliciano] fazer isso no meio de um fogo cruzado. A voz dele no momento não tem legitimidade”, argumenta o repórter.
Para o repórter, o socialista-cristão foi orientado por assessores para “emplacar uma agenda positiva, algo impossível, porque ele deve explicações. Está eleito, mas não está legitimado. O jornalista não tem nenhum compromisso em atender esse tipo de manobra de autoridade nenhuma”, conclui enfático.
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Apesar de estar acostumado com atos do tipo, o repórter se diz surpreso com a atitude do deputado, que é o presidente da Comissão dos Direitos Humanos. “Foi uma reação destemperada e me causou surpresa por partir de um pastor, de um político. Ele se colocou em uma situação constrangedora”.
Em Brasília há 30 anos e no Estadão há 14, Mendes avalia que faz parte das funções de um presidente de comissão defender brasileiros contra penas de morte. “O que se questiona é ele [Feliciano] fazer isso no meio de um fogo cruzado. A voz dele no momento não tem legitimidade”, argumenta o repórter.
Para o repórter, o socialista-cristão foi orientado por assessores para “emplacar uma agenda positiva, algo impossível, porque ele deve explicações. Está eleito, mas não está legitimado. O jornalista não tem nenhum compromisso em atender esse tipo de manobra de autoridade nenhuma”, conclui enfático.
Para Vannildo Mendes, parlamentar "está eleito, mas não está legitimado"
(Imagem: Reprodução/Arquivo Pessoal)
(Imagem: Reprodução/Arquivo Pessoal)
Fonte: C-SE