Royalties, se faz justo

 

O interior do Brasil necessita de recursos para melhorar a qualidade de vida de milhares de pessoas – portanto o dinheiro vem em boa hora. São Paulo e Rio de Janeiro já possuem economia forte, com grande participação no mercado global

Na política até mesmo perder em votação no Congresso pode significa estratégia e vitória, como parece ser o caso da derrubada dos vetos da distribuição dos royalties do petróleo, da presidente Dilma Rousseff (PT). Não houve participação efetiva do governo que parece acreditar da necessidade de pulverizar os lucros, sobretudo com o pré-sal.

Seria difícil para o governo enfrentar parceiros políticos como Sérgio Cabral (PMDB), no Rio de Janeiro – os milhares de votos, principalmente da região metropolitana, e Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo, este de pouca expressão nacional, num região com muitos problemas sociais.
São Paulo de Geraldo Alkmin (PSDB), certamente não é grande preocupação do governo petista. Os Três Estados desta forma perdem a fatia gorda para os demais governos estaduais. Definitivamente, para se chegar ao social é necessário romper com interesses políticos, regionais.

A votação dos parlamentares, embora tenha interesses particulares de cada membro do Congresso, buscando recursos para seus redutos eleitorais, resulta em justiça. Não é possível apenas três Estados receberem os benefícios financeiros em função de recursos naturais que são de todos os brasileiros.
Assim, Estados produtores veriam seu quinhão reduzido de 26,25% para 20%, e os municípios na mesma condição, de 26,25% para 15%.

O interior do Brasil necessita de recursos para melhorar a qualidade de vida de milhares de pessoas – portanto o dinheiro vem em boa hora. São Paulo e Rio de Janeiro já possuem economia forte, com grande participação no mercado global. Resta pouco para muitos municípios sem infraestrutura espalhados pelos ricos brasileiros; muitos deles esquecidos pela sociedade.

Educação
Não há dúvida da necessidade de direcionar parte destes recursos do pré-sal para a educação. Não seria possível acreditar em uma nação sem boas escolas e pesquisas nas universidades. Não se trata apenas de política, mas de humanidade, justiça social e redução da pobreza. Medida que deve gerar reflexo na política, com participação mais ativa de pessoas que não tem oportunidade de conhecer a realidade do sistema em que vive, e o aprisiona.

Antonio Silva, Jornalista e professor universitário (UFMT - Barra do Garças (MT))


1 comentários:

Anônimo disse...

Não importa a situação de casa estado, o dinheiro não poderia ter sido tirado dos estados produtores, quem deveria ajudar os mais necessiatdos era a União.

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